Procurando lendas e contos de Natal para as minhas lides, encontrei esta com o nome, 'A lenda da Flor de Natal'. Sabem, aquela linda flor que trazemos para casa ou que alguém nos oferece pelo Natal e que desfalece passado pouco tempo? Pelo menos a mim acontece-me sempre. Em todo o caso, posso atribuir isso a alguma falta de jeito da minha parte para a acondicionar de modo a proporcionar-lhe um ambiente propício. Precisamente por isso e querendo conservá-la de algum modo trago-a para aqui e ofereço-vo-la, nesta quadra festiva, juntamente com a lenda, desejando-vos muitas felicidades.
E reza assim:
A Lenda da Flor de Natal
Diz a lenda, que uma menina chamada
Pepita, sendo pobre, não podia oferecer um presente merecedor ao menino Jesus,
na missa de Natal. Muito triste, contou o facto ao seu primo Pedro, que ia com
ela a caminho da igreja. Este disse-lhe que ela não tinha que estar triste,
pois o que mais importa quando oferecemos algo a alguém, é o amor com que
oferecemos, especialmente aos olhos de Jesus. Pepita lembrou-se então de ir
recolhendo alguns ramos secos que ia encontrando pelo caminho, para Lhe
oferecer.
Quando chegou à igreja, Pepita
olha para os ramos que colheu e começa a chorar, pois acha esta oferenda muito
pobre. Mesmo assim, decide oferecê-las com todo o seu amor. Entra na igreja e,
quando deposita os ramos em frente da imagem do menino Jesus, estes adquirem uma
cor vermelha brilhante, perante o espanto de toda a congregação presente. Este
facto foi considerado por todos o milagre daquele Natal.
Já não é a primeira vez que aqui transcrevo lendas e mitos. Fi-lo há algum tempo numa série que denominei, Semana da Lusofonia no Xaile, procurando neles o fiozinho invisível que liga as pessoas nas suas tradições. Talvez um resquício dos tempos em que a história de um povo era transmitida oralmente, pelos mais velhos. Neles vemos o maravilhoso aliado a uma inverosímil e singela linguagem, e parece que têm o condão de nos convencer a aceitá-los tal como se apresentam. Tal como a figura do Pai Natal na qual acreditamos e colocamos os nossos mais íntimos desejos e quando chega a idade em que as ilusões se desfazem, sentimo-nos defraudados.
Mas eu, meus amigos, voltarei a ser criança e a acreditar se, para isso, a esperança se conservar no meu e nos vossos corações.
A todos um Bom Natal.
Ainda é ceeedo - diz-me uma vozinha. Não faz mal - respondo eu - daqui a alguns dias desejarei o mesmo, ainda mais efusivamente.
:)
Abraço
Olinda
Lenda transcrita-aqui

