Acabo de ouvir, na rádio, João Pedro Pais com um tema, Fazes-me falta, que me remeteu logo para o livro, FAZES-ME FALTA, de Inês Pedrosa, que li em tempos. Para fazerem uma ideia do que se trata, transcrevo as palavras que vêm na contra-capa:
Contado em duas vozes - uma delas a de alguém que acaba de morrer - o romance Fazes-me Falta entrecruza o olhar de duas gerações, e traça a história de uma amizade profunda e sem ponto final, com todas as suas reminiscências, remorsos e tesouros. (...) Inês Pedrosa debruça-se sobre a vida, a morte, o irreparável, num romance de grande intensidade poética que nos conduz ao mundo dos sentimentos imortais.
Um livro escrito num diálogo impressionante. A fala de um deles vem em negrito, uma forma de indicar ao leitor se é ele ou ela, logo de entrada. Deixo-vos esta passagem, da página 164:
Para onde foi a minha música? Abro a janela, deixo entrar o barulho da noite da cidade, ponho a tua música. A música desse desmazelado cuja morte tu tanto choraste, a música de Paris que tanto e tão separadamente amámos. Acendo um charuto e fico à tua espera, à espera de um sinal desse outro clochard que te levou de mim sem me ter dado tempo de saber quem eras. "Dieu est un fumeur de havanes/Je vois ses nuages gris/Je sais qu'il fume même la nuit/comme moi, ma chérie."
Agora, o video de João Pedro Pais que, neste momento, está a ser entrevistado sobre o seu último album:
O comentário que escrevi no próprio livro, quando o li:
"A história de uma amizade abordada de forma curiosa e interessante"
Uma boa quarta-feira.
"A história de uma amizade abordada de forma curiosa e interessante"
Uma boa quarta-feira.
Abraço.