Há os livros que antes de lidos já estão lidos. Há os que se lêem todos e ficam logo lidos todos. E há os que nos regateiam a leitura e que pedimos humildemente que se deixem ler todos e não deixam e vão largando uma parte de si pelas gerações e jamais se deixam ler de uma vez para sempre.
Vergílio Ferreira
Disso sei eu muito bem. Há alguns livros, considerados de leitura quase obrigatória, cuja abordagem me assoberba. Um exemplo: Ulisses, de James Joyce, a sua obra-prima. Outro exemplo de entre muitos: Cem anos de solidão, de Gabriel Garcia Marquez, que há anos aguarda que eu o termine. Ah! outro: Longos dias têm cem anos, de Agustina Bessa Luís, com ilustração de Vieira da Silva.
Mea culpa, obviamente.
Há clássicos que atravessam gerações, que vão deixando pedaços aqui e ali, citados como pilar referenciador de cultura. E são-no. Mesmo não os lendo do principio ao fim e, sentindo que a sua interpretação vai para além da nossa compreensão, sabemos que existem e marcaram épocas. E respeitamo-los.
Juntamente com esses autores de referência temos aqueles que nos transmitem em prosa ou em verso as suas ideias, os seus ideais, os seus sentimentos, as suas emoções. Acompanham-nos em todos os momentos. Com eles enriquecemo-nos.
Mea culpa, obviamente.
Há clássicos que atravessam gerações, que vão deixando pedaços aqui e ali, citados como pilar referenciador de cultura. E são-no. Mesmo não os lendo do principio ao fim e, sentindo que a sua interpretação vai para além da nossa compreensão, sabemos que existem e marcaram épocas. E respeitamo-los.
Juntamente com esses autores de referência temos aqueles que nos transmitem em prosa ou em verso as suas ideias, os seus ideais, os seus sentimentos, as suas emoções. Acompanham-nos em todos os momentos. Com eles enriquecemo-nos.
A melhor maneira de respeitar um autor é fazer alguma coisa com o que ele fez. Eu adorava que fizessem alguma coisa com o que fiz. Respeitar é continuar, como se fosse um diálogo, uma conversa.
Gonçalo Tavares
=====
Excertos : Citador
Imagem:aqui
