Desde quando temos vindo a lutar contra este vírus? Primeiro foi o espanto, a desorientação, os confinamentos, as máscaras, as desinfecções, o distanciamento físico, a procura da vacina, o sacrifício dos profissionais da saúde, a perda de empregos, de pequenos negócios... e o mais importante, a perda de tantas vidas ceifadas pela doença. Penso que é um balanço difícil de se fazer tantas e tão graves as sequelas com que somos e seremos confrontados.
E então, temos eleições daqui a uns dias. Coloca-se o problema da votação dos doentes com o Covid-19, em confinamento, e contactos de risco. E aqui se vê como o dito vírus é mais inteligente que nós. Sabemo-lo, constatamo-lo a cada passo. Se não ataca de uma maneira ataca de outra. Adapta-se. E é nisso que reside a nossa ignorância e as nossas fragilidades. Vamos dar-lhe mais uma oportunidade para fazer estragos. Vamos alargar às salas de voto o acesso a pessoas que deviam estar em suas casas, quietinhas, cumprindo disposições sanitárias.
Se esta não é a melhor altura para que o voto electrónico fosse accionado, não sei o que terá de acontecer para que os responsáveis acordem e cumpram as suas obrigações. Mas não, deixa-se para amanhã o que devia ser feito hoje. O que já devia ter sido previsto, estudado, analisado, legislado se não há legislação afim.
Com todas as ferramentas comunicacionais que existem hoje em dia e que, na maior parte dos casos, apenas servem de espaço privilegiado para dar pasto à má língua...
Boa terça-feira, meus amigos.
Abraços
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