Da fama de Vercingétorix, valente guerreiro das campanhas da Gália - 58 a 52 a.C -, fala-nos Júlio César na sua obra De Bello Gallico, na qual pretende ter um discurso objectivo mas, na realidade, uma forma de fazer a apologia pessoal, segundo dizem os seus críticos.
Vercingétorix estivera ao lado de César, nos seus exércitos, batalhando contra outros adversários. Ali, terá aprendido a arte da guerra e assim vencido César na batalha de Alésia, para a qual consegue reunir várias tribos, vitória que, na verdade, não dura muito. Na imagem abaixo vemo-lo a entregar-se depois de vencido, ele próprio, definitivamente. Mas a sua aura de herói reaparece muito mais tarde, como veremos adiante.
Vercingétorix estivera ao lado de César, nos seus exércitos, batalhando contra outros adversários. Ali, terá aprendido a arte da guerra e assim vencido César na batalha de Alésia, para a qual consegue reunir várias tribos, vitória que, na verdade, não dura muito. Na imagem abaixo vemo-lo a entregar-se depois de vencido, ele próprio, definitivamente. Mas a sua aura de herói reaparece muito mais tarde, como veremos adiante.
Sabemos que Clóvis I, chamado o Rei dos Francos, é considerado o fundador de França. Vence vários povos e consegue firmar-se, decorrendo o seu reinado de 481 a 511. Torna-se cristão, tendo sido baptizado pelo bispo de Reims, o que veio fortalecer a sua autoridade, porquanto, como é sabido, após a queda do Império Romano, a Igreja é a única instituição que se mantém firme, desempenhando importante papel de supremacia, com um poder que se dizia vindo do alto, confirmando, coroando e destituindo Reis e Imperadores.
(Aliás a Idade Média - foi uma época muito rica culturalmente, de grandes elucubrações filosóficas, nada coincidente com a idade das trevas com que muitos a apelidam. Lembremo-nos, por exemplo, de grandes doutores da Igreja como Santo Agostinho e São Tomás de Aquino, além de outros grandes teóricos).
Depois de muito caminho percorrido, semeado de tantos e tão grandes acontecimentos e figuras importantes para a cultura ocidental, de que tenho aqui falado ainda que superficialmente, como é natural, ressalto a Revolução Francesa, 1789, com todas as alterações verificadas ao nível social, político e mental. E, na senda das várias revoluções que se seguiram, eis que no século XIX surge de novo a figura de Vercingétorix, defendendo-se ser ele o verdadeiro fundador de França, o seu herói.
Isto para referir a obra de banda desenhada, de 1959, da autoria de Albert Uderzo e René Goscinny, na qual recuperam Vercingétorix plasmando-a na figura de Astérix, com um humor cheio de trocadilhos, caricaturas e estereótipos. Li algures que esta obra faz agora 60 anos e que para os assinalar foi lançada ontem "A Filha de Vercingétorix", a filha rebelde, saída da imaginação de Jean-Yves Ferri e Didier Conrad.
Há quem associe a figura de Adrenalina, de "A filha de Vercingétorix", a Greta Thunberg, a menina que quer mudar o mundo, trazendo a muito boa gente grandes perplexidades pela sua intervenção crítica nas Nações Unidas sobre as alterações climáticas.
Boa sexta-feira, meus amigos.
Abraço.
=====
Ver, se lhe interessar:
Vercingétorix
Grande trilha sonora de "Chariots of fire" - Vangelis
