Pouco tenho falado de Cesária Évora, grande intérprete cabo-verdiana. Quando canta o seu rosto quase que não mostra emoções. Talvez se veja nele a concentração do grande sentimento que a música e as palavras transmitem. Mas é na sua voz que se encontram todas as modulações, com uma simplicidade e intensidade que desarmam.
Hoje peço-lhe a sua companhia e a vossa para festejar o 11º aniversário do Xaile de Seda, blog criado sem pretensões, apenas com o intuito de nele inserir autores que admiro, com algumas palavras minhas de apreço, à mistura.
De quando em vez faço uma ou outra derivação e expresso opiniões sobre o que se passa na nossa sociedade. Ou do que vem de trás e que poderá influenciar-nos no presente. Mas não demasiadas. Muito se ouve e se lê por aí e nem sempre as pessoas têm tempo para se dedicarem a muitas leituras.
Com efeito, nunca se escreveu tanto ou se disse tanto. Penso que já expressei algures o meu espanto por tanto comentário na comunicação social, a tal ponto que, quando um ou outro assunto chega até nós estamos já completamente obliterados e sem capacidade para pensar ou optar. Os comentadores fazem as notícias, as fundamentações e as conclusões. E acabamos por, inconscientemente, aceitar aquele brouhaha todo...