sábado, 7 de março de 2026

Revelação de Arquétipos


Hipnotizaste minha inocência,
tocaste em algo muito raro.

Em meio à escuridão,
uma rosa te esperava.

Despertei, mesmo vulnerável,
eu te permiti, sem entender.

O acesso indeferido aos demais
foi liberado. ofereci-te minha raridade.

Há tempo não florescia,
como contigo...

Teu toque despertou meu desabrochar,
sei saberes minha vulnerabilidade.

Estava trancada em mim,
minha nudez de alma   tu desvendastes.

Despiste-me, viste como sou,
sem máscaras, de forma genuína.

Não se trata de roupas,
sim, de vestes da alma, algo sagrado.

Um sentimento místico, mágico,
nudez de espírito, despertou-nos.

Tu despertaste-me, foste despertado,
foste luz na minha escuridão.

Nus, não nos esquecemos,
somos o real um ante o outro.

De forma genuína, me tocaste,
sentiste-me, não nos esquecemos.

Foge da explicação lógica,
chama gêmea, nos compactuamos.

Sinto-me com o ouro na mão,
além da matéria, guardo no coração.

Somos segredo do nossa essência,
nosso sagrado não foi violado.

Eu  me mostrei vulnerável,
ante tua sobriedade, tua lógica.

Momento único, irreversível,
já não voltamos atrás...






Daqui vos saúdo, meus amigos!

Depois de algum tempo de Pausa volto para o vosso convívio.
Neste ano não me foi possível editar a "Quinzena do Amor",
mas a amiga Rosélia Bezerra não se esqueceu e enviou-me um
belo poema. Prometi-lhe que o mesmo constaria do meu 
primeiro post.

Amanhã é o Dia destinado no Calendário à Mulher. Embora
saibamos que a mulher está sempre activa em todos os dias
do ano, aproveitemo-lo para a prestigiar e honrar.

Abraços e beijinhos.

Olinda


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Imagem: pixabay

1 comentário:

  1. Bem vinda, saúdo o seu regresso. Escolheu muito bem o poema da estimada Roselia Bezerra.
    Um abraço.

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