Ora, vejam esta maravilha. Os deuses andaram por aqui, em dia de muito comprazimento e amor.
Um descanso para os olhos, não é verdade? Formações rochosas graníticas, vales, cascatas...o rio Olo, rei e senhor.
Na vertente oeste da Serra do Alvão, que integra o imponente maciço montanhoso onde se inclui a Serra do Marão, esta área protegida é percorrida pelo Rio Olo, que corre entre fragas e penhascos e atravessa as rochas nas Fisgas de Ermelo, caindo em cascatas de uma altura de cerca de 250 metros. Impressionante pela força das águas, este é um dos locais mais belos da região e está representado no símbolo do Parque.
O curso do rio Olo une duas realidades distintas. A uma altitude média de 1.000 m, na zona de Lamas de Olo, predomina o granito e a vegetação de alta montanha; em baixo, junto a Ermelo, onde a altitude ronda os 450 m, prevalece o xisto e a paisagem é verdejante como no Minho.
O xisto, o granito e o colmo são os materiais usados na construção das casas das aldeias típicas de Lamas de Olo, Anta ou Ermelo, em que o tempo corre tão devagar que parece estarmos muito longe de qualquer cidade, mas afinal o Porto fica apenas a uma hora de viagem. Para ter uma ideia do modo de vida das gentes destes lugares, visite o núcleo Ecomuseológico do Arnal, que recria o ambiente de uma aldeia tradicional do Alvão.
Aqui temos as Aldeias preservadas do Alvão, granito e xisto que contam histórias de muitas vidas geológicas e humanas. E a presença do colmo, a rematar, em muitos casos, essa rusticidade.
O percurso das Aldeias das Serras do Alvão e Marão desenvolve-se essencialmente em zonas de montanha, percorrendo ambientes rurais e naturais muito preservados. Trata-se de um traçado turístico, onde os viajantes podem contemplar paisagens de grande beleza e usufruir da vida das aldeias, convivendo com os seus simpáticos habitantes.
Este circuito integra visitas ao Parque Natural do Alvão, uma zona ambientalmente protegida. É um maçiço maioritariamente granítico, repleto de água, onde abundam os xistos e granitos, muito utilizados nas construções das aldeias.
Também percorre a parte Oeste da Serra do Marão, onde são visíveis grandes manchas graníticas e xistosas, estendendo-se entre os rios Tãmega (Oeste) e Douro (Sul). Está classificado como Rede Natura 2000 – Sítio de Alvão / Marão.
As aldeias serranas, na sua maioria construídas sobre as encostas e junto a rios ou riachos, estão habitadas e preservam a sua identidade tradicional, onde predominam as construções de dois pisos, umas em xisto outras em granito, com coberturas diversas, como a telha e lousa. É comum encontrarem-se as casas de granito rebocadas ou em alvenaria.
Ver mais: aqui
E porquê falar agora da Serra do Alvão e do seu Parque Natural, área sabiamente protegida? Convenhamos que nunca é demais ter presente esta e outras riquezas patrimoniais que a todos nós pertencem. Mas hoje o motivo está relacionado com o que se segue:
Chamou-me a atenção, há dias, uma notícia interessante sobre um dos aspectos das tecnologias que utilizamos na vida quotidiana: o telemóvel, já uma extensão nossa e que também chegou às serranias.
Há muito que os solitários zagais deixaram de o ser, em parte, porquanto o pequeno e mágico equipamento, de que se fala, reduz distâncias e a voz que ecoa respondendo a chamadas de familiares e amigos já nada tem a ver com o chamamento aos animais, como soía.
Na verdade, assim como tudo evolui, na Serra do Alvão os pastores acompanham à distância as suas cabras bravias e vacas maronesas com coleiras GPS através de uma aplicação associada ao telemóvel, a qual faz parte de um projecto chamado "Rebanhos+" .
É o remanso telúrico a ceder lugar ao avanço do moderno e artificial, o que, na realidade, dá muito jeito. Poupa muito trabalho e correrias.
E nós saudosistas incorrigíveis...recordando tempos outros.
Meus amigos:
Agora que estamos menos confinados,
aproveitemos estes dias de Sol em espaços abertos.
Como é sabido, a Vitamina D faz falta ao nosso organismo.
E a Primavera apresentou-se, hoje, esplendorosa.
Abraços.
====
Notícia: aqui
