São de pedra os caminhos de Damasco
E de pedra são as rotas e as distâncias.
E é de areia o rosto das miragens
E são de fel os dias. E de amargura
A água dos rochedos.
São de pedra os trilhos
E as bocas são a arder
A insónia de serpentes
E labaredas negras...
Soberbos, porém, os dias
Assim cativos de pedras
E de medos.
In: Perfil dos Dias
pg.82
Nasceu em Matela, concelho de Vimioso (Trás-os-Montes) e reside em Bobadela - Loures.
É licenciado pela Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa. Exerceu advocacia alguns anos no início de carreira, que depois prosseguiu como consultor Jurídico em Municípios da Área Metropolitana de Lisboa e, mais tarde, como Inspetor Superior da Inspeção Geral da Educação, onde desempenhou funções no respetivo Gabinete Jurídico.
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Blog: Relógio de Pêndulo
Abraços, meus amigos.
Olinda
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Imagem: pixabay
Maravilhosa e com versos profundos essa poesia... O final muito lindo! Ótima semana, beijos, chuica
ResponderEliminarMe gusto el poema. Te mando un beso.
ResponderEliminarUm belo poema no canto à terra onde a vida se fez historia e mora nas lembranças. Gostei de ouvir o Roberto Leal, tão amado no Brasil.
ResponderEliminarBela partilha Olinda.
Uma feliz semana com um agosto cheio de boas novas.
Carinhoso abraço amiga.
Bom dia.
ResponderEliminarObrigado pelo poema.
Um abraço.
Mais um belo poema de Manuel Veiga aqui nos presenteia. Um hino sentido e emotivo às suas origens. Gostei bastante, amiga Olinda.
ResponderEliminarBeijinhos e feliz semana.
Mário Margaride
http://poesiaaquiesta.blogspot.com
Bela poesia.
ResponderEliminarBoa semana!
O JOVEM JORNALISTA está em Hiatus de inverno entre 03 de agosto à 07 de setembro, mas comentaremos nos blogs amigos. Mesmo em Hiatus, o JOVEM JORNALISTA está no ar cheio de posts novos e novidades! Não deixe de conferir!
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Até mais, Emerson Garcia
Olá, amiga Olinda, gostei muito deste excelente poema
ResponderEliminardo nosso bom amigo Manuel Veiga.
Obrigado pela ótima partilha.
Abraço pra você e outro para amigo Manuel!
São cada vez mais acidentados os caminhos dos que procuram um futuro melhor!
ResponderEliminarBelo poema!
Abraço
Amiga Olinda, boa noite de paz!
ResponderEliminarPoema muito belo e delicado com imagens convidativas a uma boa leitura agradabilíssima que me levou a um veio que me agrada muito..
Tenha dias abençoados!
Beijinhos fraternos
Bonita escolha do 'Travessia'.
ResponderEliminarAdmiro muito a escrita do poeta , é de uma beleza ímpar a forma como ele traduz o sentido das palavras e transforma em poemas .Incomparável .
Obrigada pelo prazer que sinto ,lendo mVeiga .
Meu abraço
Belíssimo poema. Grata poema compartilhar. Muita luz e paz. ♥
ResponderEliminarOlá, Sonya
EliminarNão consegui comentar.
Como é que se entra no seu Blog?
Abraço
Olinda
je passe te souhaite une belle nuit a demain bisous Fabien
ResponderEliminarOlá, Fabien
EliminarComo é que se comenta
Não encontrei o caminho.
Abraço
Olinda
Querida Olinda, sem ver o autor assinando abaixo, já desconfiava que esse maravilhoso poema seria do nosso querido amigo Manuel Veiga!
ResponderEliminarÉ inconfundível seu estilo!
Deixo um beijo para para você e Manuel!
Um feliz fim de semana para os meus dois amigos. 🌻🌹🙋♀️
ResponderEliminarBoa noite, amiga Olinda.
Passando por aqui, para desejar um bom fim de semana, com tudo de bom.
Beijinhos, com carinho e amizade.
Mário Margaride
http://poesiaaquiesta.blogspot.com
https://soltaastuaspalavras.blogspot.com
Olá amiga Olinda,
ResponderEliminarO Manuel Veiga é um bom escritor, nomeadamente de poesia, que é a faceta que lhe conheço melhor.
E esta excelente escolha poética assim o confirma.
Boa semana.
Um abraço.
Olinda, amiga, ando meio afastado, mas asseguro que o respeito e o carinho pelo seu trabalho permanecem inalterados.
ResponderEliminarAcabo de ler o poema de Manuel Veiga e não me contive.
Ao evocar explicitamente “os caminhos de Damasco”, “as rotas” e “os trilhos”, depreende-se no poema a metáfora da viagem ou travessia. Esta surge como uma alusão bíblica, mas representa, sobretudo, uma jornada humana dolorosa, seca e hostil, sendo assim tratada ao longo de todo o texto. Está implícito na obra que o sofrimento não é um estado passageiro; ele faz parte da própria geografia e da contagem do tempo, como se nota em "são de fel os dias".
Nesse cenário, os elementos naturais ganham contornos psicológicos. Se, por um lado, a pedra representa a imobilidade e a dureza — delineadas nos caminhos, nas rotas, nos trilhos e no cativeiro final —, configurando-se como o obstáculo intransponível da realidade; por outro, a areia e as miragens simbolizam a ilusão e a instabilidade. O “rosto das miragens” feito de areia sugere que as esperanças ou desejos projetados no horizonte são falsos e desmoronam facilmente.
Contudo, há uma profunda ressignificação do sofrimento na conclusão da obra. Mesmo aprisionados e “cativos” pela crueza da vida (“pedras”) e pela vulnerabilidade humana (“medos”), os dias são descritos como “soberbos” — isto é, orgulhosos, imponentes e grandiosos. Com isso, Manuel Veiga exalta a capacidade humana de resistir e de manter a dignidade e a altivez face à adversidade extrema, consagrando o triunfo do espírito sobre o cenário hostil.
Aproveito para dizer-lhe que admiro a poesia de Manuel Veiga e sou grato pela generosidade dele ao possibilitar a publicação de um texto escrito por mim sobre o Gabinete Português de Leitura de Salvador, Bahia, em um número da Seara Nova.
Sempre me alegra conversar com você!
Beijinhos e um bom final de semana!
Meu amigo José Carlos
EliminarBela análise aqui fez ao poema de Manuel Veiga. Aliás, o que sempre acontece quando publico poemas. Fico feliz porque assim percebo melhor o que o autor quer dizer, através das suas palavras.
Manuel Veiga tem um dom incrível para a escrita e, não poucas vezes, folheio alguns dos seus livros com o intuito de publicar um poema e devo dizer que a dificuldade está na escolha.
Ainda bem que voltou, meu amigo. Sem pressão, digo-lhe que a internet não é a mesma sem a leitura que faz do que se publica, seja prosa ou poema, isto é, sem a sua análise.
Vou em breve ao seu blog ler o que o publicou (sei que publicou um poema sobre a nossa amiga Graça Pires) e tecer o meu comentário.
Desejo-lhe uma semana feliz.
Beijinhos
Olinda