São de pedra os caminhos de Damasco
E de pedra são as rotas e as distâncias.
E é de areia o rosto das miragens
E são de fel os dias. E de amargura
A água dos rochedos.
São de pedra os trilhos
E as bocas são a arder
A insónia de serpentes
E labaredas negras...
Soberbos, porém, os dias
Assim cativos de pedras
E de medos.
In: Perfil dos Dias
pg.82
Nasceu em Matela, concelho de Vimioso (Trás-os-Montes) e reside em Bobadela - Loures.
É licenciado pela Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa. Exerceu advocacia alguns anos no início de carreira, que depois prosseguiu como consultor Jurídico em Municípios da Área Metropolitana de Lisboa e, mais tarde, como Inspetor Superior da Inspeção Geral da Educação, onde desempenhou funções no respetivo Gabinete Jurídico.
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Blog: Relógio de Pêndulo
Abraços, meus amigos.
Olinda
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Imagem: pixabay
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