quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Para que servem os bancos?

Para as pessoas se sentarem, dir-me-ão. Concordo. E há tantas e tantas situações que nos levam a sentar-nos num banco, num banco de jardim, por exemplo. Seja porque estamos cansados, velhos e gastos e apetece-nos encostar a bengala, recuperar o fôlego e ver a vida a passar. Ou porque somos crianças, depois de tanto pular e saltar sabe bem encostarmo-nos a eles, ainda que continuemos a atirar a bola indo num instante buscá-la. Porque somos jovens e apetece-nos enlaçar o nosso par e namorar. Ou também para uma cavaqueira entre amigos, enfim... O certo é que eles nos oferecem um certo bem-estar, dependendo a sua intensidade e qualidade do facto de terem encosto ou não. 


  

Depois há os outros bancos. Diz-se que estes derivam daqueles, com fundas raízes no léxico germânico. Polissemia ou homonímia? Minudências linguísticas... Diz-se ainda que os nossos antepassados com inspiração para este tipo de negócio iniciaram-se com transacções fiduciárias sentados em bancos ou encostados a bancadas. As estruturas sofisticadas que conhecemos por instituições bancárias, viriam depois.

Agrada-me este aproveitamento e familiaridade com o banco, na versão, estabelecimento bancário, porque o idealizo como um lugar seguro onde depositamos as nossas poupanças, fazemos os nossos empréstimos e recebemos ou pagamos os juros devidos, sempre na base do preço justo. Além disso, não teremos de o salvar de naufrágios por incúria e má visão dos seus gestores, antes pelo contrário. E se assim não é, salve-se ao menos a utopia...

Imagem:Internet

46 comentários:

  1. Concordo con tudo que li sobre banco, agora .Mas,, na verdade, o banco que mais me atrai é o da pracinha, perto de casa.

    Hoje, visitando o espaço do amigo SOL, li um belo poema, ao som de "A Praça", canção lançada na minha época de adolescencia, em que fala do mesmo banco e do mesmo jardim,e, ainda diz: "mas só não tenho você perto de mim"...Aí, bateu a saudade, do primeiro amor...e tudo mais..rsrs...

    Gostei da crônica, Olinda, deu pra recordar uma bela época. Não que a de hoje, também, não seja prazerosa, inclusive no banco da praça,nas caminhadas à tardinha...

    Beijinhos,querida amiga,
    da Lúcia

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    1. Querida amiga Lúcia

      :) E parece-me que nesta foto está sentada num banco de jardim, não é? Tem razão, trazem-nos sempre uma certa saudade, recordações que nos transportam para tempos outros...

      O amigo Sol da Esteva tem no seu blog músicas maravilhosas que nos saúdam e nos franqueiam a 'porta', para a leitura dos seus lindos sonetos.

      Beijinhos.

      Olinda

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    2. Na foto, de 2010, estou sim, sentada no banco da Praça Gentilândia, no meu bairro Benfica, perto de casa....(tem o nome Gentilândia porque, as terras em volta de onde hoje fica a tal praça, pertenceram ao Sr. João Gentil, rico banqueiro e proprietário de muitos imóveis em Fortaleza.
      Beijinhos,
      da Lúcia

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  2. Banco de depositar dinheiro, actualmente, já não confio muito.

    Bamco de sentar, gosto quando em lugar aprazível...ou em qualquer lado quando necessito dele, rrss

    Um bom resto de feriado, cara amiga

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    1. Olá,São

      Acho que estamos todos de pé atrás...Lembro-me, por exemplo, dos juros na compra de casa e, se se falha, vem logo a execução. Perde-se a casa e continua-se a pagá-la. Parece que agora estão a tentar arrepiar caminho, com umas negociações neste sentido...

      Boa semana

      Bjs

      Olinda

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  3. Uma segurança sem total garantia, como tudo na vida.
    A que vem do banco da praça é poética, nos traz à lembrança momentos de tranquilidade, de relaxamento. Bjs.

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    1. Querida Marilene

      E, nos tempos que correm, a pouca segurança ainda é maior.
      Os outros bancos cá estão, na verdade, para nos conduzir a momentos de descontracção e aprazimento.

      Bjs

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  4. Bancos não vivo sem eles...kkk. Um é necessário para as transações da vida moderna. Chatos, cheios de fila e sujeito a oscilações...
    O outro tenho mania. Tenho bancos, vários na minha casa....kkkk. Meu marido ri pq todos que vejo, quero comprar. Semana passada comprei mais um de louça que meu marido apelidou de O DE MENOR....kkk Tenho dois do Sérgio Rodrigues lindos, tenho um baixinho que era de dar banho no meu cachorro e que colei gravuras de artistas de hollywood e igrejas...kkk... agora uso para calçar sapatos. Tenho um branco de 2 ou 3 lugares na varanda em estilo provençal francês.Adooooro bancos Olinda!!!!!

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  5. Viu. Sua postagem hj tbém tem tudo a ver comigo. Legal sua familiariedade com a ilha. Gostei!
    Boa noite!

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    1. É isso, as oscilações...Onde nada é certo. O que hoje é uma coisa amanhã poderá ser outra coisa, completamente diferente.

      Quanto aos seus bancos, adorei saber dessa variedade...E é bom ter vários bancos em casa,(bancos, banquinhos, banquetas) são fáceis de transportar e têm muita utilidade. Em tempos tive um, baixinho, onde colocava os pés para pintar as unhas.Também tenho uns na cozinha de que gosto muito.

      Dos seus, acho que iria gostar muito do da varanda, com 2 ou 3 lugares, lugar para conversas, de manhãzinha ou ao pôr do sol, à fresquinha... :)

      Bjs

      Olinda

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  6. Olinda, gostei do texto.
    o bancário,não gosto muito.
    Mas os de praça, tenho o maior carinho.Dormi muitos anos num.]

    Beijão querida.

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    1. Olá, querida Fernanda

      Interessante a serventia dos bancos, bancos de jardim neste caso.
      Sentar, descansar, dormir...Hajam muitos jardins e muitos bancos por este mundo fora.

      :)

      Bj

      Olinda

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  7. Olinda, olá,

    Quando vi o título deste post estranhei pois pensei que era um murro na mesa contra o papel do sistema bancário nesta crise (e isso não é tema que costume abordar, pelo menos assim, 'ao murro' - esse é mais o meu estilo...).

    Mas, afinal, era um texto bem seu, muito cuidadoso, bem elaborado, estabelecendo uma curiosa relação entre o banco para acolher o nosso descanso e o banco que deveria acolher as nossas poupanças ou negócios.

    Parabéns, gostei de ler.

    Um beijinho.

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    1. :))

      'ao murro'...

      Não terá ouvido as minhas gargalhadas quando li o seu comentário? :)) Adorei.

      Querida UJM, a menina é uma força da natureza, inteligente, sensível, muito expressiva.

      Por aqui apenas sopram umas brisazinhas, uns zefirozinhos pretendendo despentear alguns engomadinhos mas que não fazem muita mossa, não é? O interessante disto é que me 'lê' tão bem...

      Ai, o sistema bancário, malha labiríntica a que estamos todos ou quase todos sujeitos, infelizmente, praticamente atolados em dívidas, mercê das taxas, comissões, e de vários empréstimos concedidos a pessoas sem condições para arcar com determinadas responsabilidades.( já ouvi falar de pessoas com 40 empréstimos??!!!)

      E, nesta crise, os fiadores é que se veem agora bastante atrapalhados, ficando quase na penúria porque, ao fim e ao cabo, são eles os responsáveis por tudo, quase sem terem consciência disso...

      :)

      Beijinhos

      Olinda

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  8. OI OLINDA!
    TEU TEXTO,ESTÁ MUITO BEM ESCRITO, FAZENDO ESTA "PONTE" ENTRE O BANCO DA PRAÇA E AS INSTITUIÇÕES BANCÁRIAS.
    BELEZA.
    ABRÇS
    zilanicelia.blogspot.com.br/
    Click AQUI

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    1. Olá, Zilani

      Grata pelo seu comentário tão simpático.Talvez nos seus primórdios tivesse havido algumas parecenças, mas à medida que o tempo passa a ambição e o desejo do lucro vão esbatendo estes sinais.

      :)

      Bjs

      Olinda

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  9. Os Bancos servem para sentar. Se situados num belo e sossegado jardim, servem para repousar, repensar a vida e até ter saudades.
    É oportuno o teu texto.
    A solidez e seriedade do Banco Instituição, já não é o que era. Foi!...

    Beijos


    SOL

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    1. E a nossa vida seria tão mais leve se readquiríssemos a simplicidade dos dias dos nossos avós, valorizando na natureza o nascer e o pôr do sol e talvez...guardando o nosso pé de meia bem ao alcance da nossa mão.

      Um abraço, caro Sol da Esteva.

      Olinda

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  10. Olá Olinda!
    ;)
    Bonito post, e com matéria suficiente para que decidamos procurar um agradável banco de jardim, nos sentamos nele e reflectamos (não sei se empreguei os verbos todos, na forma e no tempo correcto?!) ;))´
    A mim, parece-me que existe um elemento (entre outros) comum aos dois bancos que referes; por ambos, passam as vidas de muitas pessoas. Tanto pelo banco do jardim como pelo do capital, passam as alegrias, as tristezas, as dúvidas, as inseguranças, os desejos de muitas pessoas. A diferença entre os dois bancos é que; no banco do jardim, encontramos conforto para o corpo e para a alma... no do capital, encontramos ilusão. Uma ilusão que geralmente nos sai caríssima...
    ;)

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    1. Olá, Bartolomeu

      Uma ilusão que nos leva a pensar que podemos ter tudo, no plano material, não cuidando que a nossa satisfação e o objectivo de uma vida plena nem sempre passam por aí.

      Podermos colocar a cabeça no travesseiro e dormir sem sobressaltos, respirar a brisa da manhã, cantar e dançar, redescobrir o prazer de um riso solto pisando a areia molhada de uma praia, quase deserta, na companhia de quem mais gostamos...que bom!

      É certo que nem sempre a tal praia nos fica perto, mas podemos imaginá-la, pois, para a imaginação não há limites. :))

      Abraço, amigo.

      Olinda

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  11. Dantes serviam para guardar o dinheiro......Agora que não há...
    temos os outros...para descansar e pensar na vida....
    Beijo

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    1. Olá, Andradarte


      Para descansar e deitar contas à vida...não está mal, não. Planificando, reavaliando os nossos passos e voltando ao tempo em que ainda se faziam contas de somar e subtrair. Aliás, presentemente, não nos deixam grandes alternativas, não é? :)

      Abraço

      Olinda

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  12. Respostas

    1. Obrigada pela sua visita e participação.

      Bj

      Olinda

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  13. Querida Olinda:
    O seu texto fez-me sorrir, pensar e recordar.
    Gosto de me sentar num banco de jardim, de preferência sob uma árvore, no verão, ao sol, no inverno.
    Os outros bancos, têm as qualidades que apontou, mas detesto filas, barulho, números.
    Bom trabalho, Olinda.
    Beijo
    Maria

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    1. Uma perspectiva belíssima, querida Maria.

      Perante um banco de jardim e os outros a minha escolha, também, vai para o primeiro. Neste temos a certeza de uns momentos bem passados e naqueles poderemos vir a ter amargos de boca... :)

      Agradeço, minha amiga, a sua presença aqui no Xaile, desejando-lhe saúde e tudo de bom.

      Beijinhos.

      Olinda

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  14. Gosto de bancos sabe? Não sei porquê mas gosto deles. Sento, volto a sentar e continuo a gostar. Apenas por sentar.

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    1. Caro Paulo

      E o resultado são os extraordinários textos com que nos brinda. Leio-os e trago comigo, sempre, algo novo e belo.

      Obrigada.

      Abraço

      Olinda

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  15. Prefiro o banco de jardim:)!
    Mas saboreei o texto excelente.
    Abraço

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    1. Caro Lins

      Muito obrigada por estas palavras tão amigas.

      Volte sempre.

      Abraço

      Olinda

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  16. Minha querida

    Eu concordo com o Álvaro, também prefiro o banco de jardim, porque quando nos precisamos sentar, não nos abandona, fica ali para nós, ao contrário dos outros bancos, que quando precisamos não nos deixam sentar.

    Um beijinho com carinho
    Sonhadora

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    1. Olá, bela sonhadora

      Sonhar, sonhar, sonhar é muito bom e nada melhor do que a nossa disposição mental e espiritual para isso. Tudo o que vem do nosso interior, de positivo, engrandece-nos e até um banco de jardim poderá ser o lugar ideal para nos acolher enquanto projectamos os nossos mais queridos voos.

      :)

      Beijinhos

      Olinda

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  17. Gosto dos bancos cá de casa para me sentar, descansar ou ainda trabalhar.
    Quando venho aqui à Net gosto de me sentar e sentir-me seguro. Longe de mim pensar na insegurança desta cadeira. Seria uma desconfiança doentia e assustadora.

    Falando dos outros bancos, desconfio de todos e principalmente agora que vivemos com a moeda única e que a Sra Merkel mandou construir na Alemanha o Banco Central Europeu. Parece-me que este é mais um para nos roubar as nossas poupanças.
    Eu posso dar uma esmola ou perder um euro mas o banco nem dá nem arrisca perder. Quando eles podem meter as garras sacam até o verbo «HAVER»

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    1. Caro Luís

      Não há dúvida, é deveras assustador a sensação de insegurança, a ideia de não podermos controlar a nossa própria vida, nem confiarmos em instituições que deveriam reger-se por princípios claros.

      A relação entre o 'deve' e o 'haver' parece não nos beneficiar, nestes tempos em que a palavra crise é invocada para justificar tudo.

      Abraço

      Olinda

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  18. O banco do jardim, do parque ou das nossas varandas, são apetecíveis para o descanso, para ler ou simplesmente apreciar com calma, a paisagem que nos circunda. Os outros...parece-me que estão mais preocupados em salvar a sua "pele" e engrossar contas chorudas do que, servir de apoio a quem deles precisa...Para já, continuará a ser uma utopia.
    beijo e boa semana.
    Graça

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    1. Olá, amiga Graça

      Sabe que bancos ou cadeiras colocados em varandas também me atraem? Nestas noites de calor, quando começa a correr uma aragem fresquinha, é gostoso estar ali descontraídamente, gozando o encanto de uma noite estrelada ou de lua cheia.

      São momentos em que tudo parece relativo, em que os arranjos do mundo financeiro parecem pertencer a um mundo imaginário.

      Beijos

      Olinda

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  19. Amiga Olinda adoro os bancos dos jardins, sabe bem sentar e observar tranquilamente o que nos rodeia.
    Estou de férias mas passei só para deixar um beijinho.
    Bom fim de semana
    Maria

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    1. Querida Maria

      Muito obrigada por ter aqui vindo, mesmo de férias. Desejo-lhe tudo de bom, muito descanso em jardins, muito Sol e banhos de mar, muitos passeios no campo, isto é, onde quer que esteja.

      Bjs

      Olinda

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  20. Tão triste nasceu hoje o Verão
    Tão agreste sopra este colérico vento
    Tão molhada está esta verde terra
    Tão cinza está um coração em desalento

    Mentem os que disserem que perdi a Lua
    Os que profetizaram o meu futuro de luz
    Mentem os que acharam que não me visto de sentimento
    Os que acham que apenas a mentira seduz

    Acolhi no olhar todas as coléricas vagas que alcancei
    Abracei uma roseira e senti o golpe dos espinhos
    Senti o aroma errante das hortênsias
    Numa viagem por sete caminh

    Bom fim de semana

    Doce beijo

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    1. Olá, Profeta

      É urgente reencontrarmos a Lua. Ela, a companheira dos namorados, de tantos mistérios e magia, inspiradora de poetas, terá perdido o seu encanto, vulgarizada pelos avanços técnicos, por viagens e luzes artificiais?

      É aqui que entra com a sua arte, amigo Profeta. Cantá-la e recuperá-la nas suas quatro fases será o primeiro passo para a valorização das coisas simples da vida...

      :)

      Abraço

      Olinda

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  21. Pois, Olinda, já é uma utopia...
    Beijinhos, bom domingo!

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    1. Olá, Gata

      Thomas More idealizou um lugar novo e puro, uma sociedade perfeita. Penso que mesmo que o não consigamos na realidade e partindo do princípio de que tudo é possível, não fará mal filosofarmos um bocado. Quem sabe se deste modo não influenciaremos a máquina do mundo... :))

      Bjs

      Olinda

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  22. Infelizmente, hoje em dia, os bancos levam-nos o dinheiro todo em alcavalas... e juros, nada!
    Beijinho para si!

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    1. Olá, Vieira Calado

      As alcavalas e juros...Bem visto, caro poeta. Nessas e noutras vão-se os anéis e... os dedos.

      Abraço

      Olinda

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  23. Que bom seria se não necessitássemos daqueles bancos que estão ao desserviço do povo... E só os das praças para nos inebriarmos com a vida simples e pacata que seria, se não existissem esses outros...

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  24. Querida amiga

    Um desserviço que nos empata a vida, impedindo-nos de vivê-la em pleno, olhando com olhos de ver a beleza imensa com que fomos bafejados neste mundo maravilhoso. Estará nas nossas mãos inverter esta tendência que parece marcar o compasso em todos os minutos da nossa existência? Espero bem que sim...

    :)

    Bjs

    Olinda

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