quarta-feira, 27 de junho de 2012

Tempo da travessia

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas ...
Que já têm a forma do nosso corpo ...
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos
mesmos lugares ...

É o tempo da travessia ...
E se não ousarmos fazê-la ...
Teremos ficado ... para sempre ...
À margem de nós mesmos...


Fernando Pessoa

ADENDA:

Consta que estas palavras que caem tão fundo em nós, atribuídas a Fernando Pessoa, pertencem a Fernando Teixeira de Andrade. Será? 

E sob esta forma:
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo e esquecer os caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia; e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos." (Autor: Fernando Teixeira de Andrade - 1946-2008 - foi um professor de Literatura )

VER 

Mais uma achega: Este pensamento aparece publicado em vários blogues e sites como pertencente a Fernando Pessoa.
Meus amigos, deixo aqui este tema para debate..

Imagem:Net

28 comentários:

  1. Como se aplica à Europa...

    Um abraço, amiga

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    1. Olá, São

      Tal e qual, não é?

      Bjs

      Olinda

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  2. Respostas
    1. Olá, Cristina

      Também achei lindas estas palavras que dizem tanto e que parecem incentivar-nos a avançar o passo se as dúvidas nos acometerem.

      Bjs

      Olinda

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  3. E como, sempre digo "assim como a terra que não é lavrada cria espinhas e cardos, assim a alma que não é exercitada na virtude cria malicias e maus pensamente". não sei a autoria, mais tem quase tudo haver com seus pensamentos escritos.
    Abraço

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    1. Caro Lu Cidreira
      Nem mais. Realmente,também a virtude se exercita, haja vontade...

      Obrigada pelas sábias palavras que nos trouxe.


      Abraço

      Olinda

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  4. Olá Olinda,

    É o que eu digo... Desse baú saem palavras sem fim e sempre oportunas. Não conhecia este poema. Que intemporal ele é...!

    Beijinhos!

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    1. Querida UJM

      Desta vez o tema 'escapou-se-me' do baú com as palavras agarradas, ainda estava eu à procura das fontes, com as quais me preocupo sempre.
      Pois se reparar, incluí uma 'adenda' ao post, visto ter encontrado, depois, referências de que 'Tempo da travessia' não será da autoria de Fernando Pessoa.
      Assim, seria interessante se houvesse mais contributos no sentido de se aclarar o assunto.

      Do que não tenho dúvidas é que é uma composição lindíssima com uma mensagem lúcida e poética, ao mesmo tempo, seja ela de F.P. ou de F.T.Andrade.

      :)

      Beijinhos

      Olinda

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    2. Vamos ver se agora não me acontece o que acabou de me acontecer, que devo ter trocado as mãos e o comentário foi para o espaço...

      Tinha eu dito que fiquei baralhada com a adenda mas que, seja lá de quem for, as palavras valem pela mensagem que encerram.

      E que o Fernando Pessoa é alguém cuja personalidade plural é fascinante. Passei o fim de semana 'com ele', quer com as Cartas dele e da Ofélia, quer com um livro muito interessante, de João Rui de Sousa, 'Fernando Pessoa, Empregado de escritório'.

      Um beijinho, Olinda.

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    3. Querida UJM

      Isso acontece-me tantas vezes que nem faz ideia! :) E o mais engraçado é que quanto mais apuro a técnica, mais comentários vão 'para o espaço'. Enfim, já desisti de procurar as causas. :))

      A pluralidade de Fernando Pessoa é deveras espantosa. Irei ler, com muito gosto, o post e tomar contacto com o livro 'Fernando Pessoa, Empregado de escritório' e com o seu autor.
      Há sensivelmente uns 3 meses, apareceu um livro sobre ele, de João Paulo Cavalcanti, brasileiro, intitulado 'Fernando Pessoa - Uma quase auto-biografia'.Este fim-de-semana veio uma entrevista com ele, numa revista, já não lembro qual. O autor é um apaixonado pela obra F.P. Ele acredita que ainda há coisas por descobrir.

      Beijinhos

      Olinda

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  5. É tempo sim de mudar....mudar consciências...mudar mentalidades. A vida nos dá a cada dia momentos diferentes, novos começos que é preciso que sejam começados de novo, sem medos; se não ousarmos mudar aquilo que sabemos que está mal em nós mesmos, não conseguiremnos contribuir para que se mude o que está errado à nossa volta. Nós somos a matéria prima da nossa sociedade e se a matéria prima não for de boa qualidade, o produto final não será satisfatório para ninguém. Por isso ousemos fazer a travessia para uma nova consciência, para um novo caminho; se formos corajosos e não tivermos medo das pedras escorregadios que de vez em qunado aparecem no fundo do rio, chegaremos sãos e salvos à outra margem e atrás de nós virão os outros com toda a certeza.
    Olinda, fui pesquisar, mas continuo na dúvida. No blog Tempodatravessia, o autor está como sendo Fernando Teixeira de Andrade, mas noutros lugares, como o Pensador está como autor o Fernando pessoa. Mas...como bem dizes, seja ele quem for, a mensagem é lindíssima. Obrigada pela partilha, pois não conhecia. Um beijinho e fica bem!
    Emília

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    1. Querida Emília

      Lindo este comentário, com palavras que vão ao encontro do pensamento do autor e da sua essência. Não ficarmos a meio caminho, adaptarmo-nos às novas solicitações sem, contudo, desprezarmos os fundamentos da nossa consciência. Tens razão, somos a matéria relevante da nossa sociedade, das ideias e dos ideais nascem novos cometimentos e cabe-nos a nós ditar o rumo do nosso destino.

      Obrigada.

      Beijinhos

      Olinda

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  6. Oi flor, encontrei seu blog pela blogosfera..
    Adorei, tô ficando por aqui..

    Me visite tbm, vou adorar:
    http://lidiepaulo.blogspot.com.br

    Beijocas :*
    Ótima Noite ")

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    1. Olá, Lidi

      Obrigada pela sua visita.

      Volte sempre.

      Bjs

      Olinda

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  7. Olá Olinda. Conhecia este poema e sempre achei que fosse de Fernando Pessoa também como de vários que vemos que nos confundem, infelizmente! Mesmo assim, belíssimo poema. Abraços.

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    1. Olá, Cecília

      Muito obrigada pela sua visita.

      Na dúvida, fica a mensagem que nos trazem palavras de incentivo à mudança.

      Bjs

      Olinda

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  8. Seria necessário aprofundar convenientemente. Mas pelo que conheço do estilo e pensamento de Pessoa, esta poética não define clararamente a sua forma de pensar.
    Mudar a roupagem que já tem os vícios do tempo escritos no corpo e alma é imprescindível.É sempre tempo de mudança. Não há idades. Mudar é evoluir, é transformar, é crescer.
    Obrigada Olinda pelas suas gentis palavras!
    Um abraço carinhoso

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    1. Cara Manuela

      Sim, não há idades, é sempre tempo de analisar e avançar com os nossos projectos porque como diz a sabedoria popular: 'enquanto há vida há lida'. E o interessante é que às vezes basta um gesto, um sinal de amizade e atenção, um sorriso, para que a mudança se faça nas relações humanas e aconteçam coisas novas... :)

      Bjs

      Olinda

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  9. Mudar é preciso:)!
    Relativamente à questão ela é "velha" e também não posso adiantar nada.
    Normalmente é atribuída a F. Pessoa; no entanto, na minha opinião de leigo não configura a forma e o estilo de Pessoa.
    Abraço

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    1. Olá, Álvaro

      Obrigada pelo teu contributo. Não conhecia essa questão. Há um endereço na NET, que eu encontrei agora, com citações e pensamentos de Fernando Pessoa e heterónimos, que também traz uma lista de 'falsas atribuições', entre as quais a do meu post. Achei interessantíssimo...
      o endereço é: http://pt.wikiquote.org/wiki/Fernando_Pessoa

      Abraço

      Olinda

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  10. A colocação é profunda e bela, razão de muitos a levarem para seus espaços. Tenho observado que outras também têm recebido menção de autoria diversa.
    Há um tempo em que as mudanças são impostas pela própria vida. Fugir delas vai significar uma opção pelas sombras.
    Bjs.

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    1. Bem visto, Marilene, fugir das mudanças que a própria vida impõe, poderá significar uma opção pelas sombras. Gostei desta sua perspectiva. Na verdade, a nossa missão por cá é a evolução, fazendo as travessias necessárias para além de nós mesmos. Negá-la levar-nos-ia a um marasmo em que a nossa espiritualidade ficaria comprometida.

      Obrigada.

      Bj

      Olinda

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  11. Querida Olinda,

    faria um cotejo dos textos com muito, muito prazer...mas resta-me um árido trabalho burocrático me aguarda.
    Ah, como eu gostaria de me dedicar apenas aos estudos literários!

    Beijinho e boa semana.

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    1. Querida Ana

      Sei que esta altura do ano é muito 'má' para si, não se compadecendo com estes exercícios, pois o dever chama-a. Mas a sua causa é nobre e são muitos os que beneficiam com a sua dedicação. Contudo, aqui ou aí no seu espaço, teremos sempre a oportunidade de voltarmos a estas lides. :)

      Bom trabalho.

      Beijinhos.

      Olinda

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  12. Olá querida Olinda. Com certeza estarei sempre presente. Sou amiga assídua, não se preocupe, espero o mesmo de você. Posto sempre de Quinta e Doimngo, caso queira voltar ok? ;0). Muito obrigada pelo carinho em meu cantinho e em minhas palavras. Seja muito bem-vinda! Beijos...

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    1. Claro que voltarei, cara Cecília. Eu é que não sou muito organizada em relação à publicação de posts, tanto pode ser todos os dias, o que é raro, como de dois em dois dias, ou então uma vez por semana... :)) mas, pronto, sempre vou postando alguma coisa.
      Nem sempre tenho a oportunidade de produzir textos meus, mas aproveito para divulgar poemas e prosas de grandes autores e de autores menos conhecidos.
      É uma forma de me ir cultivando e também de interagir com as pessoas que me dão o prazer de me visitar.

      Uma boa semana para si.

      Bjs

      Olinda

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