quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

AMOR SOLIDÁRIO

vi-a do outro lado da rua sob o peso de dois sacos que me pareceram pesados. esperei por ela e tentei ajudá-la, um pouco desajeitadamente, com esta minha mão acidentada. -então dª maria, como está e aonde vai assim tão carregada? - ah, filha, vou ver uns vizinhos, sozinhos, até dá pena...ouve-se tanta coisa, dizem que já são vinte e sete, este ano, em todo o país, os que já encontraram assim abandonados nas suas casinhas, sem vida.-pois é, é muito triste. os seus vizinhos, não têm família, assim, filhos, irmãos, sobrinhos...-Lá terem, têm, mas uns moram longe, outros não querem saber, bom, temos que fazer alguma coisa. vou ter com eles, duas vezes por semana, levo-lhes umas coisinhas, leio-lhes uns contos... e lá os vou entretendo um bocado, nos outros dias telefono-lhes. mas olhe, ontem li uma notícia boa no jornal, ao menos não é tudo ruim, a câmara de lisboa criou um serviço de apoio aos idosos, entre várias coisas, há uma linha telefónica, sempre que alguém souber ou desconfiar que há algum idoso em perigo, solitário, a passar mal, para se ligar para lá. nós, na nossa rua, nos nossos bairros, temos de estar atentos. é uma responsabilidade que temos de assumir. ..

fantástica e querida esta nossa amiga dª maria. lembram-se dela em 'O                 Quintal do Vizinho'?.




Sentimentos


Sentimento de alguém que ama
É tão bom quando correspondido
Um coração sofrido batendo clama
Espero ao menos que seja ouvido



O tempo passa e só tenho sentido
O coração que dentro proclama
O sentimento de alguém que ama
É tão bom quando correspondido



Que mais dizer de um amor perdido
Não desejo olhar pra mais ninguém
Carrego a doce lembrança escondido
Esse sentimento de amar alguém,
É tão bom quando correspondido


Antônio Lídio Gomes


versos inseridos no comentário a este post. obrigada, amigo.

VER

mote para este post:
quinzena do amor
imagem Google

19 comentários:

  1. Olá Olinda
    Uma ideia fantástica esta do S.Ó.S, deveria espalhar-se por outras autarquias do país.

    beijinhos

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    1. sim, minha amiga, concordo. mas acho k ja ha outras autarquias atentas a isso. esta percentagem ainda é mt pqna, pois dos 308 municípios q temos ja ouvi falar apenas de uns tres. o q nao quer dzr q nao haja ja mais acções, eventualmente, menos publicitadas.

      bjs

      olinda

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  2. Olinda é no meio da agitação desenfreada, que comovido e com o coração dorido por eles, alguém há de refletir.
    Onde estarão aqueles que foram criados e alimentados?
    Em seu silêncio, estava um idoso, esquecido por todos, a pensar...


    Sentimentos

    Sentimento de alguém que ama
    É tão bom quando correspondido
    Um coração sofrido batendo clama
    Espero ao menos que seja ouvido

    O tempo passa e só tenho sentido
    O coração que dentro proclama
    O sentimento de alguém que ama
    É tão bom quando correspondido

    Que mais dizer de um amor perdido
    Não desejo olhar pra mais ninguém
    Carrego a doce lembrança escondido
    Esse sentimento de amar alguém,
    É tão bom quando correspondido


    Um abraço.
    Beijos.

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    1. amigo, antônio

      era o toque q faltava a este post. vou complementá-lo com estes seus versos. muito obrigada pelas suas palavras.

      abraços

      olinda

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  3. A dolorosa realidade de uma sociedade que uso e deita fora tudo, tendo feito dos seres humanos um produto descartável. Esta é a dura realidade. Porém, o texto que aqui testemunha a fragilidade da velhice na sociedade actual, é de uma sensibilidade comovente.
    Adoro os mais velhos.

    Beijinho, minha amiga.

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    1. um país q vai envelhecendo a cada passo, deveria tratar este capital humano como um tesouro de sabedoria para melhorar esta sociedade, uma herança para os vindouros.

      obrigada pelas suas, querida ana.

      bjs

      olinda

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  4. Verdade amiga se cada um estiver atento ao seu vizinho as coisas poderão melhorar.
    Um abraço

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    1. sim, elvira, acredito que sim.

      bj

      Olinda

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  5. Um texto profundo que nos leva a reflectir sobre este problema. É o ano europeu para o envelhecimento activo, mas praticamente não se ouve falar dele na televisão, o que me leva a crer que nada mudará a não ser pelas atitudes solidárias de pessoas como esta Dª Maria. Cada um de nós é responsável por esse número de idosos que morrem sozinhos dos quais nem sequer os vizinhos dão pela falta.Outras vezes são estes mesmos vizinhos que os amparam, pois aqueles que o deviam fazer nem ao menos se dão ao trabalho de telefonar. É muito triste! Temos todos que estar atentos para evitarmos situações tão tristes como essas. É o mínimo que podemos fazer.
    Um beijinho, Olinda e parabéns pela publicação
    ao desta forma de amar. Até breve
    Emília desta

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    1. querida emília

      obrigada por nos trazeres esta informação sobre o envelhecimento activo. talvez esteja aqui uma via importante para se viver a velhice com dignidade: associações, comunidades vicinais, sociedade civil em suma a tomar em suas próprias mãos as diversas vertentes deste assunto que tem sido, de algum modo, descurado ao ponto de acontecerem casos de abandono inconcebíveis.

      felizmente aparecem pessoas que se dedicam a minorar este grande drama, muitas vezes à custa de sacrifício próprio.

      Beijinhos

      Olinda

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  6. Nada nessa vida se perde, nada é o acaso,
    mesmo que sementes de fé e amor sejam jogadas em solo árido como o do deserto,
    na hora propícia o vento as levará para terra fértil,
    em algum oásis irão brotar, como João Batista,
    que pregou no deserto, mas suas palavras foram para oásis seguros,
    apenas aqueles que além de áridos também estavam impregnados pelas ervas daninhas
    que sufocaram as suas sementes e usaram de seu poder para calar a sua voz.
    Por isto acredito que sempre valerá a pena, a luta nunca será em vão.
    Luconi 17-12-98
    Deus abençoe seu carinho comigo
    Um lindo final de semana beijos e carinhos meus.
    Evanir..

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    1. querida evanir

      o importante realmente é termos o cuidado de lançar as sementes e depois tudo virá por acréscimo, algumas delas hão-de encontrar terreno propício, tais como as suas palavras que farão florir a esperança em muitos corações.

      obrigada.

      Beijinhos

      Olinda

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  7. Olinda, estou muito emocionada e sensibilizada com esse poste. É de uma humanidade, e de uma amorosidade a atitude da Dona Maria, é uma lição à vida, de vida, para todos nós. Amor é isso, amor é assim, essa ajuda aos renegados, aos vilipendiados, aos esquecidos, aos que um dia deram tudo de si, e hoje são considerados trapos; e hoje ajudados por quem nem sempre tem tem um laço consanguíneo, apenas ama ao próximo. Vou dormir hoje com esse ensinamento, com uma reflexão, recordando para todo instante, a lição que o Filho do carpinteiro José, nos ensinou: amarmo-nos uns aos outros!

    Obrigada pelo poste, ele mexeu profundamente com as minhas emoções!

    Um beijo grande!

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    1. Canto daBoca

      Querida amiga

      lembraste-nos aqui, em boa hora, as inspiradas palavras que atravessaram os tempos e que nem sempre têm tido a aplicação devida. atentemos nelas, pois delas virão o milagre da multiplicação dos pães, em que dividiremos o pouco que temos com quem ainda menos tem.
      Tens razão, 'amor é assim, amar é assim', no olhar que lançarmos aos mais necessitados,na mão que apertarmos e no coração que consolarmos. e dª maria, na sua simplicidade, mostra-nos o caminho...

      Esta tua mensagem tão sentida é uma mensagem de amor, amor de que tão necessitados estamos neste mundo cada vez mais materialista.

      Beijos

      Olinda

      p.s. estou a escrever só com um dedo da mão esquerda pq tive um acidente doméstico. por isso levo mais tmpo e não cnsgo accionar todas as teclas e funções.

      Bj

      olinda

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  8. Querida Olinda:
    Pobres dos velhinhos sem nada! Morrem e, ninguém dá por isso.
    O mundo está louco, as pessoas cada vez olham mais para o seu umbigo, sem verem os problemas dos outros.
    Moro numa casa com 4 andares, de dois inquilinos cada.
    Ao meu lado, vive um casal com 3 miúdos. São simpáticos e atenciosos. No andar de baixo, não há ninguém nas duas casas.
    Por baixo, as duas casas estão ocupadas mas, só conheço o marido e a mulher, já idosos e que vejo pouco. No 1º, um lado está vazio e, no outro, um casal de aproximadamente 80 anos. Ele vai buscar o almoço todos os dias, arrastando-se. Ela, vejo-a sentada à janela.
    Nós os dois, não vamos para novos. Aqui estamos, à espera que um dos filhos tenha uns minutos para nós.
    Não me lamento. Tenho uma vida boazinha, comida, casa cómoda e quentinha e, comparada com os outros sou "nova". E daqui a uns anos? Eu vejo-me como os outros. Com um pouquinho mais de condições mas, os dois velhinhos, 4 andares para subir e a tristeza da solidão a dois, enquanto a vida deixar.
    Vivemos num mundo mau. Melhorará? tenho pouca esperança.
    Beijinhos amiga
    Maria

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    1. Querida Maria

      receber aqui o seu testemunho em primeira pessoa, sabendo do que se fala, compreendendo tão de perto o drama que se vive é um presente. a questão dos prédios, dos andares altos, sem elevador, é outro dos grandes problemas que os idosos enfrentam. em lisboa, nos prédios antigos, apartamento de tectos altos, a situação é mesmo inultrapassável. ficam literalmente separados do mundo e impossibilitados de fazer caminhadas, ir à missa ou de tomar parte em qualquer outra actividade da vida social.

      tenhamos esperança realmente num mundo melhor, é a nossa única saída, confiarmos uns nos outros e darmos o melhor de nós na nossa relação uns com os outros.

      beijinhos minha querida.

      Olinda

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  9. Esse é um tema que me dói e me choca em simultâneo....não entendo, não concebo que depois de uma vida de trabalhos e sacrifícios os "nossos" idosos se vejam condenados à solidão e ao abandono...
    É devastador demais.

    Gostei deste alerta...
    MUITO BEM!

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    1. querida blue

      devastador, é o termo! esperemos que a par do progresso, também possamos exercitar sentimentos de solidariedade para quem um dia já foi forte, contribuindo com o seu trabalho para a construção da sociedade, e que hj na sua fragilidade precisa da nossa atenção.

      Beijinhos

      Olinda

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