quarta-feira, 22 de junho de 2011

Sol da Terra

Uma Revista lançou esta pergunta a António Manuel Ribeiro, vocalista e músico dos UHF: O que vê nesta imagem? A imagem, lindíssima, retrata uma indiana a trabalhar num campo de girassóis, em Kunwarpur. Eis o que o artista viu perante a imagem e que também nós veremos com a luz da nossa imaginação, visto eu não ter podido capturá-la. Penso que vale a pena lermos estas palavras, tão simples, tão naturais e tão...poéticas: 


Olhar o Sol

Podia ser poeta e tocar-te as mãos
Segurar-me em teus dedos esguios
Que tocam o Sol da Terra
Ser lápis ou pincel e deixar-me na
Aguarela que a manhã desperta
Desvendar o teu rosto, soprar o véu,
Deixar-me ser teu
A correr sem me perder pelo manto
Doirado de pétalas


António Manuel Ribeiro

    Vocalista e músico dos UHF



Revista Única, p.8, de 18/06/2011
A imagem está referenciada
como:Fotografia Rajesh Kumar/AP

26 comentários:

  1. Oi, Olinda
    Na minha opinião, talvez tenha sido
    melhor voce não ter capturado a imagem
    do campo de girassóis. Possivelmente,
    eu não teria me encantado tanto, só com
    o belo poema de Antônio Manuel Ribeiro.
    Minha atenção se voltaria mais para os
    girassóis e a indiana...

    Já vi a beleza de um campo de girassóis
    na India, não em Kunawarpur, vi em Goa...
    Tenho fotos, eu à frente, claro...

    Boa noite,
    beijinhos

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  2. Boa noite, Olinda querida!
    Que belas palavras...de um sensibilidade infinita!
    Obrigada por compartilhar.
    beijo,
    mara

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  3. Também achei uma maravilha e me impressionou a beleza da fotografia na «Única».

    Ainda bem que destacou.

    Beijinho

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  4. Querida Olinda:
    Como os poetas sabem dizer aquilo que nós, simples mortais, nem ousamos pensar!
    As suas escolhas são sempre belíssimas e muito suaves.
    Um abraço cheio da paz que este poema me ofertou.

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  5. Olinda, como artista sensível que é, ele vê um quadro que nossas mentes talvez não entenda num primeiro momento...
    Mas a alma, essa sim, recolhe para si, as mais esplendidas traduções do seu olhar...
    Penso que seja isso, pois vislumbrei uma imagem das mais belas.
    Um fraterno abraço e muita luz em teus caminhos.

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  6. :)
    Quando a poesia nos vem tocar na alma!
    Lindo!

    Bjos

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  7. E poder ser esse girassol que colhes
    com a doce gentileza do teu gesto.
    Ser o motivo, a razão porque te dobras
    E me estendes as tuas mãos, os teus dedos.
    Viver sempre, na morada dos teus olhos
    Mesmo que guardadado no fundo do teu cesto
    Mas, estar ao teu lado quando acordas
    E espantar durante a noite, os teus medos.
    ;)

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  8. Um toque de alma em poesia
    na imaginação de uma bela fotografia...
    girassóis com a cor da luz
    que o teu delicado ser seduz
    ao dedilhar na partilha
    tornando o coração a maravilha
    em que o amor canta
    teu sol, que a todos encanta

    Bjitos com carinho ó Linda :))

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  9. Olá, Lúcia

    Tem razão, por vezes a nossa imaginação nos leva mais além...
    Lindo, ter andado por lá, em Goa, e ter sido fotografada junto a um campo de girassóis. Sei da sua ligação a Goa, mais um motivo para o seu comentário ser muito especial quando se trata de 'retratar' pessoas e coisas que dizem respeito àquelas paragens.

    Beijos e bom fim de semana.

    Olinda

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  10. Olá, Mara

    Obrigada pela visita e pelo comentário.
    Todos os dias nos encantamos com os lindos poemas com que somos presenteados...

    Beijo

    Olinda

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  11. Olá, Ana

    Engraçado, pois então viu a Única!
    Exortei os nossos amigos a usarem a imaginação, o que quer dizer que a Ana e eu estamos em vantagem... :))

    Beijos e um bom sábado.

    Olinda

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  12. Olá, Isabel

    Com palavras sempre lindas a prestigiar este meu espaço!
    Os poetas têm sempre um jeito especial para exprimirem os sentimentos e aquilo que visualizam, compassados com as batidas do coração.

    Beijinhos

    Olinda

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  13. Olá, Antônio

    Com a mente aberta e os olhos da alma conseguimos alcançar outras dimensões...Então quando se é poeta, tudo se conjuga para um quadro perfeito.

    Abraços

    Olinda

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  14. Querida Fa

    É sim, 'quando a poesia nos vem tocar a alma' tudo se torna mais luminoso.

    Beijo

    Olinda

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  15. Bartolomeu
    Baile sem peso

    Meus queridos e talentosos amigos,

    Não sei que vos diga! Fiquei muito emocionada com as vossas réplicas.Dá a ideia que escreveram esses dois poemas com uma facilidade imensa ( com rimas e tudo). E que grande sensibilidade sai de cada palavra!

    Meus amigos, vou ter que postar, um dia destes, estes vossos lindos poemas. Importam-se?

    Beijinhos

    Olinda

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  16. Amiga Olinda, excelente escolha como sempre. Um poema como este não necessita imagem, pois sente-se e vê-se com o coração.
    "Poesia é quando uma emoção encontra o seu pensamento e o pensamento encontra palavras." (Robert Frost)
    Bom fim de semana
    Beijinhos
    Maria

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  17. Olinda, figurar num post teu, ao lado da minha estimada amiga, poetiza "Bailarina-Sem-Peso", é para mim um duplo prazer!
    ;)

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  18. Olá, como está?

    Para responder à sua perguntar socorri-me deste meio, já não tenho o seu mail.

    Os meus livros mais antigos estão todos esgotados, excepto “Poemas Primeiros” que é uma reedição/selecção dos meus primeiros livros, de 61 e 62. Dos mais recentes, tenho exemplares de “Transparências”, “Terrachã”, e o livro/catálogo “as cores do poema”, da minha exposição (que tem as miniaturas dos quadros e a integral dos textos originais, e é todo em papel couché). Custam 5 euros cada. Eu pago sempre os portes de correio.
    O meu livro recentemente publicado no Brasil “Por detrás das Palavras”, é uma 2ª edição. A portuguesa está esgotada. Tal como “Viagem atravez da Luz”, ed. Papiro, custam 10 euros cada. Claro que seguem dedicados e assinados para quem assim o deseje.
    Também ainda tenho exemplares do meu best seller, “Merdock, um cão em Faro, nos anos 50”, um conto, que está em 3ª edição. Mas só tenho exemplares da 2ª! Custa 5 euros.

    * Para aquisições de dez ou mais euros, envio um livro outro, a título de gostosa oferta.

    Desejo-lhe um bom resto de fim de semana.

    Beijinhos

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  19. Amiga,

    São tantas, e tantas, e tantas as interpretações, de acordo com nosso estado de espírito. Para senttir o belo, entretanto, há que se ter sensibilidade.

    Bjs!!

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  20. Lindos versos com muita sensibilidade, gostei muito. Beijos e ótimo começo de semana.

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  21. Querida Maria

    Gosto das suas visitas e comentários que trazem sempre uma nota de paz e optimismo.

    Uma boa semana.

    Beijo

    Olinda

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  22. Olá, Bartolomeu

    O prazer é meu.

    :)

    Olinda

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  23. Caro Vieira Calado

    Agradeço-lhe imenso o ter vindo 'trazer-me' as informações que eu lhe pedi. :)

    Irei ao seu blog em breve.

    Abraço

    Olinda

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  24. Querida Daniele

    Tem toda a razão.Se no momento da criação o poeta tem determinados propósitos, depois o resto é connosco...cada um lê o poema conforme a sua própria sensibilidade.

    Beijo

    Olinda

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  25. Olá, Álvaro Lins

    Não há dúvida.O poeta vê sempre mais que o comum dos mortais...

    Abraço

    Olinda

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