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quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Le Pont Mirabeau - Apollinaire





Sous le pont Mirabeau coule la Seine

           Et nos amours
     Faut-il qu'il m'en souvienne
La joie venait toujours après la peine

           Vienne la nuit sonne l'heure
           Les jours s'en vont je demeure

Les mains dans les mains restons face à face
           Tandis que sous
     Le pont de nos bras passe
Des éternels regards l'onde si lasse

           Vienne la nuit sonne l'heure
           Les jours s'en vont je demeure

L'amour s'en va comme cette eau courante
           L'amour s'en va
     Comme la vie est lente
Et comme l'Espérance est violente

           Vienne la nuit sonne l'heure
           Les jours s'en vont je demeure

Passent les jours et passent les semaines
           Ni temps passé
     Ni les amours reviennent
Sous le pont Mirabeau coule la Seine

          Vienne la nuit sonne l'heure
               Les jours s'en vont 

                   je demeure

 

Guillaume Apollinaire

        (1880-1918)


Guillaume Albert Vladimir Alexandre Apollinaire de Kostrowitzky, dit Guillaume Apollinaire, est un poète et écrivain français, critique et théoricien d'art qui serait né sujet polonais de l'Empire russe, le 26 août 1880 à Rome. Il meurt à Paris le 9 novembre 1918 de la grippe espagnole, mais est déclaré mort pour la France en raison de son engagement durant la guerre.
Mais aqui




=====
Poema - aqui
Um resumo sobre Apollinaire - aqui


sexta-feira, 4 de março de 2016

A Ponte

Diante de mim, a escuridão. A voragem
Que não tem cimo e que nem sequer tem margem
Lá estava, sombria, imensa; nada nela mexia.
Perdido no mundo infinito eu me sentia.
Ao longe, através da sombra, impenetrável véu,
Entrevia-se Deus, pálida estrela no céu.
Clamei: - Ó alma, alma minha! eu precisava,
Para atravessar o abismo cujo fim não vislumbrava,
E para durante a noite até Deus eu ascender,
De construir uma ponte e em mil arcos a estender.
Quem o conseguirá? Ninguém!ó dor! tormento!
Chora! - Um fantasma branco ergueu-se no momento
Em que à sombra um olhar de temor eu deitava.
A forma de uma lágrima esse fantasma mostrava;
Tinha uma fronte de virgem e duas mãos de criança;
Lembrava um lírio que toda a brancura alcança;
As suas duas mãos juntas acendiam uma luz.
Apontou o abismo onde tudo a pó se reduz,
Tão fundo que nem o eco aí segue a sua lei,
E disse-me: - Se quiseres, a ponte construirei.
Para o desconhecido ergui meus olhos do chão.
-Como te chamas? perguntei. Respondeu: - A oração.

Victor Hugo 
(1802-1885)
Poemas
(Selecção e tradução de Manuela Parreira da Silva)

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Olá, Amigos.
Sejamos construtores de pontes.
Muito obrigada pela vossa presença e simpáticas mensagens.
Um abraço