sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Terramoto de 1755 - 270 anos (2)

Ainda não acabei de ler o livro. Vou na página 91 das 136 que o compõem. Sempre tive curiosidade em saber mais pormenores sobre esse sismo, ocorrido a 1 de Novembro de 1755. E este autor deu-me essa oportunidade. O livro traz muitos termos técnicos que ficam para quem resolver a lê-lo. Da minha parte aqui vão mais uns apontamentos no que diz respeito ao sofrimento das pessoas, aumentado pelos incêndios que foram a principal causa dos danos materiais, já para não falar dos milhares de volumes perdidos nessa tragédia. A reconstrução de Lisboa, já com o espírito iluminista em evidência, foi de pronto levada a efeito.



Alguns lisboetas estavam em casa, outras nas igrejas, onde se festejava o Dia de todos os Santos. O caos torna difícil o retrato preciso dos fenómenos. Nos palácios, casas e igrejas, desabam paredes. As abóbadas cedem na simetria geométrica e abatem-se sobre as pessoas. O estrondo das derrocadas e dos gritos torna ainda mais difícil a precisão das observações. Os gritos, gemidos e lamentos constam de todos os relatos. O choro e o alarido das crianças causam ainda mais perturbação entre as testemunhas. (...)

A magnitude do colossal sismo acaba de provocar um efeito tremendo no fundo do oceano. A massa de água sobe numa gigantesca escala, cerca de 20 metros, provocando um tsunami transoceânico. A escala da deslocação de água na fonte do do sismo é praticamente inimaginável, um valor estimado em mil biliões de litros. As ondas propagam a energia, a caminho da costa de Portugal, Sul de Espanha e Marrocos. pg 53

Na verdade, o incêndio foi a principal causa dos danos materiais mais profundos e massivos. pg 59

Os historiadores nunca falham em referir a perda de 53 palácios, 60 capelas e 46 conventos. No entanto, nestas salas e corredores habitaram adolescentes angustiados por uma palavra severa do seu primeiro amor, criadas e lavadeiras extenuadas de trabalho alimentando sonhos de vida autónoma, mães inconsoláveis agarradas à almofada onde os filhos deixaram o último suspiro...p.67

Os 55 mil volumes do Conde de Ericeira, as livrarias de vários duques eruditos (tanto o Duque de Lafões como o Marquês de Valença eram cultíssimos leitores de obras clássicas), além das riquíssimas bibliotecas de numerosos conventos. 

Recordar 1755 - André Canhoto Costa


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Na capa traz esta informação:

Nos 270 anos do Grande Terramoto de Lisboa

QUAKE - Museu do Terramoto de Lisboa


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Tenham um bom fim de semana, amigos.

Abraços

Olinda


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Terramoto de 1755 - 270 anos (1)

imagem - Net


12 comentários:

  1. Interessante leitura e na certa até o final das páginas muitas e surpreendentes curiosidades saberás desse cismo! Boas leituras! beijos, ótimo fds! chica

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  2. Olá, amiga Olinda.
    É por certo um bom livro informativo sobre o Terramoto de 1755. Aliás, terá por certo muitos ensinamentos para os nossos dias. Visto que, pode estar iminente a qualquer altura outro sismo semelhante na zona da grande Lisboa segundo os especialistas na matéria.
    Não li o livro. Mas será sem dúvida um excelente leitura.

    Deixo os votos de um bom fim de semana, com tudo de bom.

    Beijinhos, com carinho e amizade.

    Mário Margaride

    http://poesiaaquiesta.blogspot.com
    https://soltaastuaspalavras.blogspot.com

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  3. Boa noite de Paz, querida amiga Olinda!
    Näo tinha lido ainda, com detalhes significativos, sobre o terremoto.
    Chamou-me a atenção o gigantesco tsunami.
    Deus nos livre!
    Também no choro das crianças, que horror!
    Até ler já nos sensibiliza.
    Tenha dias abençoados!
    Beijinhos fraternos

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  4. Uma tragédia que, dizem os entendidos, terá repetição.
    Um abraço.

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  5. Olinda,

    que relato impressionante você trouxe. A forma como você costura os detalhes históricos com o sofrimento humano torna esse acontecimento ainda mais palpável quase ouvimos, com você, o estrondo, os gemidos, olque tomou Lisboa naquele dia.

    É impossível ler sem sentir um aperto: não apenas pelos palácios e conventos desmoronados, mas pelas vidas comuns ali dentro adolescentes amedrontados, mães que perderam filhos, trabalhadores exaustos que carregavam pequenos sonhos. O modo como você destaca essas presenças dá uma profundidade emocionante à tragédia.

    E pensar na perda das bibliotecas… milhares de volumes, mundos inteiros consumidos. Seu comentário nos lembra que cada livro perdido é também uma vida, um pensamento, um tempo que se dissolve.

    Obrigada por compartilhar essa leitura com tanta delicadeza e densidade.
    Você torna o passado mais vivo.

    Beijinho
    Fernanda

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  6. Olá, querida Olinda, que coisa triste, que tragédia foi esse terremoto em Portugal, lendo seu texto fui imaginando o terror que é passar por uma coisa destas! A angústia vendo e ali, as pessoas na espera do que aconteceria na casa delas.
    Muito bom texto, Olinda!
    Um bom fim de semana, muita paz e saúde sempre.
    Beijinhos.

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  7. Muy interesante, te mando un beso.

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  8. Oi, Olinda!
    Obrigada pelas informações significativas que você trouxe aqui no post.
    Esse terremoto foi uma tragédia que não consigo sequer imaginar.
    Um texto formidável.
    Bjssss e um ótimo final de semana pra você!

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  9. Oi, minha querida! Fiquei aqui curiosa para ler este livro. Gosto de literatura que nos trazem informações e que nos fazem pensar sobre a existência e seus desdobramentos. Grata por compartilhar!

    Bom final de Semana!

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  10. É impossível ficar-se indiferente a tão grande tragédia. Mesmo hoje ainda impressiona. (Segue via mail, vídeo da reconstrução).

    Beijo, Olinda.
    SOL da Esteva

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    1. Muito obrigada, meu amigo.
      Apreciei o seu gesto.
      Beijo
      Olinda

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  11. E não estamos livres de uma repetição de semelhante catástrofe!

    Abraço

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