sábado, 8 de junho de 2024

Dueto Amoroso (1)




Comemoração do Dia dos Enamorados, no Brasil, 
12 de Junho
Convite da Amiga Rosélia
Blog: AmorAzul


NO ABRAÇO SEM PALAVRAS

No calor do teu abraço,
sinto-me afagada na alma,
como num ornado e belo laço,
é bom calor que nos acalma.

Nossas mãos nos aquecem,
nem é preciso as palavras,
só afagos, ternuras mágicas,
merecemos, o mar sabe bem.

O mundo se tingiu de azul,
céu e mar do Norte ao Sul,
golfinhos celebram, bailam
em sintonia, nos embalam.

Cinge a cintura com força,
arranha as costas com bossa,
entre carícias renovadas,
chega-se às festas amadas.

ROSÉLIA BEZERRA





Disse que te daria um grande abraço no dia em que te encontrasse. Um abraço que falasse da saudade, da ânsia de te conhecer, de tudo o que projectei em ti. E tudo que vinha de ti me inspirava. Palavras não eram precisas. Tudo se encaixava e tomava forma à medida que eu caminhava para ti.

E sinos repicaram, chilreios maviosos soaram, todo o universo em festa no momento em que me enlaçaste e eu te enlacei. Num pé de dança, ouvindo uma valsa que somente os nossos ouvidos ouviam, avancei um passo e tu outro, rodopiamos na harmonia que a natureza nos oferecia.

Ali, até o mar ouvimos. No marulhar das suas ondas veio falar-nos de lindas sereias, de contos de encantar que nunca foram contados. Do fundo dos seus mistérios, de cidades de algas, de corais, de pedras luminosas, de luz coada através da finura das águas, disse-nos o que as palavras não conseguem dizer...
Recordas-te? 

Olinda Melo



  

Meus amigos:

Estou em viagem. Os comentários, se os houver, 
serão publicados quando eu regressar. 

Saúde.

Abraços
Olinda



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NOTAS:

Rosélia Bezerra tem muitos livros publicados no Clube de Autores.

A primeira imagem: Veio da publicação da Rosélia
A segunda imagem: da net
 

quarta-feira, 5 de junho de 2024

Raquel e Jacob




Sete anos de pastor Jacob servia
Labão, pai de Raquel, serrana bela;
mas não servia ao pai, servia a ela,
e a ela só por prémio pretendia.

Os dias, na esperança de um só dia,
passava, contentando-se com vê-la;
porém o pai, usando de cautela,
em lugar de Raquel lhe dava Lia.

Vendo o triste pastor que com enganos
lhe fora assi negada a sua pastora,
como se não a tivera merecida,

Começa de servir outros sete anos,
dizendo: - Mais servira, se não fora
pera tão longo amor tão curta a vida!




Um dos mais apreciados e imitados sonetos do poeta. Quis ele tratar poeticamente o tema da fidelidade e constância do amor. Achou no Velho Testamento a velha história de Jacob, e, enchendo-a de graça e poesia, produziu uma pequena obra-prima. Não há nela rapto lírico; corre tudo num descritivo suave, rematando só no fim pela exclamação do fiel pastor.

In Líricas - Selecção, prefácio e notas de Rodrigues Lapa
pgs 53/54



TONICHA


MENINA



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.Imagem:net

.Comemoração, neste ano, dos 500 anos do nascimento de Luís de Camões

sábado, 1 de junho de 2024

A Criança

 Tem sido muito difícil a vida das crianças. Desde sempre. E quando há guerras,  contendas, cataclismos, são os seres humanos que mais sofrem. E isso porque não pediram para nascer e não têm ainda capacidade para se defenderem.

Nos últimos tempos, com as guerras na Ucrânia e na Faixa de Gaza, as notícias que nos chegam sobre crianças mortas pelo poder das armas e à fome levam-nos a descrer na humanidade. E as guerras surdas que se desenvolvem por todo o mundo, nomeadamente, em África, também nos trazem um atroz sentimento de impotência. 

Cecília Meireles, aqui, num poema sobre o menino triste, que poderá abarcar a situação da Criança no mundo inteiro:





CRIANÇA

Cabecinha boa de menino triste,
de menino triste que sofre sozinho,
que sozinho sofre, — e resiste,

Cabecinha boa de menino ausente,
que de sofrer tanto se fez pensativo,
e não sabe mais o que sente...

Cabecinha boa de menino mudo
que não teve nada, que não pediu nada,
pelo medo de perder tudo.

Cabecinha boa de menino santo
que do alto se inclina sobre a água do mundo
para mirar seu desencanto.

Para ver passar numa onda lenta e fria
a estrela perdida da felicidade
que soube que não possuiria.

Cecília Meireles, 
in 'Viagem'


Quem se lembrará ainda da Declaração dos Direitos da Criança, proclamada pela Resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas n.º 1386 (XIV), de 20 de Novembro de 1959.

Uma leitura de vez em quando se impõe, para não nos esquecermos do essencial.


Desejo


FELIZ DIA PARA TODAS AS CRIANÇAS


Abraços
Olinda



Obs: Estou de férias


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Poema - citador
Imagem: Wiki