terça-feira, 12 de julho de 2016

"Portugal, allez!"

...
Que eu canto o peito ilustre lusitano,
A quem Neptuno e Marte obedeceram.
Cesse tudo o que a musa antiga canta,
Que outro valor mais alto se alevanta.




----

Somos grandes, os maiores!

As palavras do Presidente da República aos jogadores, treinador e pessoal técnico fazem-nos recordar o nosso grande poeta nos louvores aos feitos portugueses.

Et ... pourquoi pas?

É preciso acreditar que somos capazes de resolver os nossos problemas, qualquer que seja a área da nossa vida nacional.

====

Imagem:aqui
Excerto da "Proposição" - Os Lusíadas- Luís Vaz de Camões.

sábado, 9 de julho de 2016

Viagem na noite longa



Na noite longa
minha alma
chora sua fome de séculos

Meus olhos crescem
e choram famintos de eternidade
até serem duas estrelas
brilhantes
no céu imenso.

E o infinito se detém em mim

Na noite longa
uma remotíssima nostalgia
afunda minha alma
E eu choro marítimas lágrimas
Enquanto meu desejo heróico
de engolir os céus
se alarga
e é já céu

Tenho então
a sensação esparsamente longa
de vogar no absoluto.

                        (Selô,1962)

MÁRIO FONSECA

Quem foi Mário Fonseca, ou seja, Mário Alberto de Almeida Fonseca? Veja aqui.
Entretanto, sempre vou dizendo que nasceu na Praia, Cabo Verde, e que foi um Poeta revolucionário, escritor, visionário e ex-combatente pela liberdade da Pátria (1963/74).

Cabo Verde tornou-se independente em 5 de Julho de 1975. Durante este mês de Julho trarei alguns apontamentos relacionados com a sua literatura.

 Desejo-vos um bom domingo.

=====
Fui buscar o poema ao site de António Miranda.


quinta-feira, 30 de junho de 2016

Silêncio de Junho

Por que se esconde a voz
entre as pedras e a nostalgia,
o sereno, flutuante rasto 
do nenúfar,
a forma dos olhos
na claridade 
melódica?

como se veste
o silêncio?

De que frutos?


E Eugénio Lisboa diz-nos;

A resposta pode ser assim: veste-se de frutos como os que acolhe este livro. De frutos de uma visão genuína e nova que um discurso inventivo, alado e eficaz nos transmite. De frutos que nos surpreendem e fazem de nós, leitores, argonautas também das viagens de descoberta: do poeta que sabe falar-nos das "sagradas varandas do entardecer" ou nos deixa "suspens(os) de inadiáveis/deslumbramentos."

O livro:um dia qualquer em junho
O Poeta: eduardo bettencourt pinto

Ed.Instituto Camões - 2000