Lembra
os dias antigos
Em
que cantavas a pureza
Na
nudez dos teus passos e gestos
Ou
dançavas na inocente vaidade
Ao
som dos «babadok».
Relembra
as trevas da tua inquietação
E o
silêncio das tuas expectativas,
As
chuvas, as memórias heróicas,
Os
milagres telúricos,
Os
fantasmas e os temores.
Tenta
lembrar a herança milenar dos teus avós
Traduzida
em sabedoria
E
verdade de todos.
Recorda
a festa das colheitas,
A
harmonia dos teus Ritos,
A
lição antiga da liberdade,
Filha
da natureza.
Recorda
a tua fé guerreira,
A
lealdade,
E a
ternura do teu lar sem limites,
Nos
caminhos do inesperado
Ou no
improviso da partilha definitiva.
Lembra
pela última vez
Que a
história da tua ancestralidade
É a
história da tua Terra Mãe...
Crisódio T.Araújo
Timor-Leste
Poema In:Jornal de Poesia
Imagem:Internet