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terça-feira, 28 de setembro de 2021

Bailinho da Madeira



A Madeira é um jardim,
seu encanto não tem fim - canta Max,
e atesta-o as suas paisagens com montanhas abruptas, vales verdejantes e floridos, o panorama do mar e das escarpas do litoral, não esquecendo a Floresta Laurissilva (comum aos arquipélagos da Macaronésia) declarada Património da Humanidade, em 1999, pela Unesco.

É um destino turístico de excelência, sendo notória a ênfase posta nas diversas actividades que servem os visitantes para além do que é considerado tradicional. Uma das festas que mais me encanta é a Festa da Flor, explosão de cores e odores celestiais. 

A Madeira trabalha afincadamente para que o cerne da sua economia, o turismo, dê os frutos desejados. De há uns tempos a esta parte a atenção também se voltou para um outro tipo de turistas, os nómadas digitais. Trabalham e vivem os encantos dessa linda terra.



Cenários deslumbrantes da 
Floresta Laurissilva (aqui)
 
O Destino Madeira lançou um projecto único no mundo intitulado "Digital Nomads - Madeira Islands", visando atrair nómadas digitais profissionais do setor empresarial e empreendedores de todo o mundo para virem trabalhar a partir da Madeira, por períodos entre um a seis meses, dando a conhecer a ilha como um dos melhores locais para trabalhar remotamente, onde poderão desfrutar de uma infraestrutura criada especialmente para o efeito, desde espaços de trabalho, atividades e comunidade, num projeto piloto que tem como "palco" o município da Ponta do Sol, que reúne as condições perfeitas para nómadas que procuram o sol e um estilo de vida tranquilo rodeados de natureza e será a primeira vila nómada do mundo. Veja mais aqui

Esse nomadismo digital tem sido adoptado um pouco por todo o mundo. O progresso assim o exige, as tecnologias aí estão para dar cobertura a essa forma de teletrabalho. Onde quer que se esteja, trabalha-se e aproveita-se o melhor que cada terra tem para oferecer. O planeta é a nossa casa, li algures.


Max

Deixem passar
Esta linda brincadeira
Que a gente vamos bailar
P'ra gentinha da madeira



Linda de Suza

Eu venho de lá tão longe
Eu venho de lá tão longe
Venho sempre à beira-mar
Venho sempre à beira-mar...


O admirável mundo novo aliado ao velho mundo das tradições, fazendo história. É o que nos dá estabilidade e sentimento de pertença.


Boa semana, meus amigos.

Abraços 


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Veja projecto aqui

Imagens - Net

domingo, 21 de setembro de 2014

Encalhei, é o que é. A minha barca perdeu o norte...

A navegação por aqui tem estado um tanto parada. Este meu veleiro carece de vento favorável, está meio avariado, tendo o écran ficado todo branco há já uns dias. Aliás, já vinha dando sinais que não foram levados em conta. O pessoal engenhoso cá de casa teve a ideia de ligar o portátil ao monitor de um PC, que também já teve dias melhores. A coisa agora parece-me um tanto desmesurada e com fraca resoluçãoMas, adiante.


Nos meus últimos quatro posts fizemos uma pequena viagem pela região biogeográfica da Macaronésia, região que engloba quatro arquipélagos e um enclave no continente africano, com características comuns em termos de flora e fauna, espécies únicas no mundo. Há quem diga que Cabo Verde não terá assim uma floresta que se veja, excluindo-o até do grupo... Esta circunstância não impede estes arquipélagos de interagirem, de terem uma representação, espaço de concertação política e de cooperação, com uma forte componente cultural. 



Como devem estar lembrados, relemos aqui alguns poetas que nos deliciaram com a sua escrita. Poemas a celebrar o mar, a beleza das ondas, o vento, a magia dos búzios e apontando, por outro lado, o preço da insularidade.

Ouçamos a propósito a fala deste miúdo, o João, hoje talvez na casa dos 60 anos, numa voz plena de emoção e com alguma saudade:  



Com um olho semi-aberto e o outro fechado espreitava o mar que encapelava e uma onda gigantesca que desabava sobre o convés do pequeno barco varando-o de um lado ao outro. Não conseguia distinguir o que eram lágrimas do que era água do mar. Preferia refugiar-me num recanto dentro de mim enquanto o meu corpo se abandonava balouçando-se ao sabor das intempéries. Senti que alguém me pegava numa asinha e me depositava em cima da câmara, um género de porta na horizontal que dava acesso ao porão. Eu, nem ai nem ui e nem o conseguiria mesmo que quisesse... E ali fiquei, acusando as vísceras os efeitos devastadores daqueles rigores marítimos. Sabia que depois das férias, no regresso às aulas, repetir-se-ia a mesma cena... ou então, aconteceria o contrário, com o mar em calmaria, passando o veleiro horas e horas, senão dias, à deriva...

Muito obrigada pela vossa companhia. 
Desejo-vos um óptimo domingo.

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Ver: Floresta Laurissilva

1ª imagem - daqui
Fotografia by anka zuhravleva
3ª imagem - daqui