terça-feira, 15 de maio de 2012

A lenda do Rei Amador - São Tomé e Príncipe


O dia 4 de Janeiro tornou-se feriado nacional em homenagem ao Rei Amador, líder da revolta de escravos em 1595. Segundo a mitologia pós-colonial em São Tomé e Príncipe, o Rei Amador, representado nas notas bancárias do país, era rei dos angolares. A todos os visitantes do arquipélago, interessados na sua história, conta-se esta lenda, que foi divulgada desde a independência. No pequeno texto ‘Esboço Histórico das Ilhas de S. Tomé e Príncipe’, publicado em 1975 e atribuído ao historiador Carlos Neves lemos que “A 9 de Julho de 1595 o célebre Amador à frente dos Angolares, levanta o estandarte da revolta, mas é preso e morto em 1596.” Esta versão também se encontra em obras literárias da temática santomense.
Por exemplo, na sua peça ‘Teatro do Imaginário Angolar’ o escritor português com ascendência santomense-angolar Fernando de Macedo Ferreira da Costa, explica que Amador é o “célebre guerreiro que, comandando as hostes Angolares (reforçadas de outros negros revoltados), ousou avançar sobre a capital de S. Tomé”.

Texto retirado de:
Imagem:internet

20 comentários:

  1. Querida Olinda:
    Adoro lendas e adoro-a a si.
    Estou a tentar ir aos blogues amigos, mas ainda estou com a cabeça longe.
    Gostei da lenda.
    Beijinhos e mais uma vez obrigada, pela sua ternura, nestes dias difíceis.
    Maria

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    1. Querida Maria

      Muito obrigada por ter aqui vindo. Sei que não está bem, com o desgosto que teve.Por isso, mais um motivo para apreciar esta sua visita.

      Beijinhos

      Olinda

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  2. Spartacus na versão negra.

    Admiro imenso estas pessoas que conservam a dignidade e lutam para a manter.

    Um abraço, querida olinda

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    1. Querida São

      Uma bela imagem, essa de Spartacus!

      As referências históricas a Amador não são consensuais, aliás, o que acontece com quase todos os heróis. Diz o povo que 'quem conta um conto acrescenta um ponto'. Mas é nestes heróis que se escuda, muitas vezes, a força de um povo vendo nele um exemplo e a ideia de que houve alguém que conseguiu levantar a cabeça e dizer, basta!

      Beijinhos

      Olinda

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  3. Faz sempre bem um pouco de cultura! :)

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    1. Concordo consigo, caro Paulo.

      Abraço

      Olinda

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  4. Não conhecia a lenda Olinda. Um dia hei-de ir a S. Tomé

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    1. São umas ilhas maravilhosas.Penso que irá gostar.

      :)

      Bj

      Olinda

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  5. Olinda, vou vivendo e aprendendo.
    Bom dia de paz pra você.
    Xeros

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    1. Amiga Ana Karla

      Tem razão.Neste intercâmbio vamos passando uns aos outros o conhecimento de algumas realidades, o que nos vai enriquecendo.

      Obrigada pela visita. Desejo melhoras à sua mãe.

      Bj

      Olinda

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  6. Interessante o texto. De S. Tomé apenas conheço a história de alguns engenhos, e fotos das belas praias.
    No Sexta hoje é dia de blogagem colectiva.
    Um abraço

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    1. Amiga Elvira

      Muito importantes os engenhos. Representam o desenvolvimento de grandes plantações de cana sacarina com a consequente produção de açúcar, levando à importação de milhares de escravos do continente africano.

      As praias lindas, bem como as paisagens.

      Já fui ler o seu texto, contributo para a blogagem colectiva e gostei muito.

      Beijinhos

      Olinda

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  7. Não conhecia e gostei imenso.
    Amigo,
    Lamento deixar esta "mensagem" que explica minimamente a razão pela qual o faço e me ausento por algum tempo, que espero ser muito curto.
    Estou em preparação para uma intervenção simples aos meus olhos.
    Volto logo, verá.
    Beijinhos

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    1. Querida Ná

      Desejo que tudo corra bem e regresse em breve para junto de nós.

      Beijos

      Olinda

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  8. Oi Olinda.
    É sempre gratificante estar compartilhando interessantes relatos que dizem muito a todos nós.
    Também estive ausente por uma série de contratempos, mas sempre que posso, estou e estarei por aqui aprendendo um pouco mais.
    beijos.

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    1. Caro Antônio

      Sim, são lugares e situações que fizeram de nós o que somos hoje, com uma História que se cruzou em determinada altura do nosso percurso. E a História de São Tomé e Príncipe é um dos elos que nos liga ao passado e, como tal, projecta-se no nosso presente.

      Desejo que esteja tudo a correr bem. :)

      Abraços

      Olinda

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  9. Querida Olinda
    Gosto imenso de lendas (já publiquei várias no meu blog) e gostei imenso desta, que não conhecia.
    Passei em S.Tomé no meu regresso de Moçambique; fomos visitar uma fazenda de cacau. ADOREI!

    Tudo de bom para ti, minha querida.
    Beijinhos

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    1. Querida Mariazinha

      És uma menina muito viajada. :)
      E contigo trazes a referência às lendas que já tive oportunidade de ler (algumas) no teu blog e ainda a referência ao cacau...

      Acho que as lendas têm o seu quê de mágico e sabemos que antigamente eram transmitidas oralmente pelos mais velhos ou contadores de histórias, que passaram a ser chamados de 'griots'. Através delas passava-se de geração para geração a crença nos heróis ou de agentes míticos, motivo de orgulho e de segurança nos momentos difíceis.

      O Cacau e, já agora, o Café - outros grandes momentos na História de São Tomé e Príncipe, nesta altura já com alterações na sociedade muito interessantes.

      (Vide Isabel Castro Henriques)

      Beijinhos.

      Olinda

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