Canção do Exílio
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.Em cismar – sozinho – à noite –
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras;
Onde canta o Sabiá.Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar – sozinho – à noite –
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que eu desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras
Onde canta o Sabiá.
(1823 - 1864)
Durante a juventude, o autor se mudou para Portugal, com o objetivo de completar os seus estudos universitários. Esse período que passou afastado do Brasil serviu de inspiração para uma das suas composições mais célebres, a "Canção do Exílio".
Um estudioso ávido da cultura dos povos indígenas, Gonçalves Dias também foi um dos criadores do indianismo, uma corrente literária que procurava narrar e homenagear as qualidades desses indivíduos. aqui
Abraços, amigos.
Olinda

Belo poema musicado!
ResponderEliminarOs exilados são também os imigrantes e os deslocados!
Abraço
Que bom ler novamente essa poesia que lembra a infância e nossos primeiros livros de aulas... É linda essa ! Ótimo dia, beijo, tudo de bom,chica
ResponderEliminarMinha amiga Olinda,
ResponderEliminarMorei em vários países ao redor do Mundo e, o sentimento descrito por Gonçalves Dias, ao falar de uma saudade intensa do Brasil e exaltar sua natureza enquanto estava em Portugal, vai além do simples ufanismo ou patriotismo; é um anseio também pelos olores, sabores e amigos que deixamos para trás.
Um grande abraço!!!
Amiga Olinda, boa tardinha de paz!
ResponderEliminarGosto muito da Canção do Exílio.
Uma ótima referência.
Tenha dias abençoados!
Beijinhos fraternos
Olá, Olinda. Realmente lindo, abraços!
ResponderEliminarHola, este poema de Gonçalves Dias es realmente profundo ya que habla de transformar la nostalgia en una idealización del paisaje que uno puede soñar, encuentro aquí un gran sentido de pertenencia, es común que se desee regresar antes de morir.
ResponderEliminarSiento que este poeta sabe convertir las imágenes sencillas en amor a la tierra. Amo eso de mi Sudamérica.
Saludos desde Argentina.
Me encantó. es un gran poeta. Te mando un beso.
ResponderEliminarBonjour Olinda, quel magnifique poème empreint de nostalgie et d'attachement aux racines, à travers ces vers, l'exil ne se résume pas à ,l'éloignement d'une terre, mais devient le manque d'une lumière, d'un parfum, d'une mémoire intime que le temps ne parvient jamais à effacer, j'ai été particulièrement touché par cette quête du pays natal qui demeure vivant dans le cœur malgré la distance, comme un jardin secret que l'âme continue de cultiver en silence, les palmiers, la grive et ces paysages évoqués deviennent les gardiens d'un bonheur originel que l'on porte en soi toute une existence, merci pour ce partage d'une grande délicatesse, où la poésie se fait à la fois souvenir, espérance et fidélité, je t'adresse mes plus amicales pensées, bisous, Régis
ResponderEliminarUm poema emblemático transformado em música que exalta a Pátria querida e distante. Todo o poema é de uma sonoridade sutil e encantadora. _ 'minha terra tem palmeiras, onde canta sabiá ' .... isso é saudade e romântico. Belíssima escolha, Olinda e agradeço a lembrança brasileira .
ResponderEliminarBeijinhos e bom final de semana.
É um poeta enorme! Gostaria de conhecer melhor a obra dele, por isso é uma dádiva encontrá-lo aqui.
ResponderEliminarUm beijinho e um bom fim-de-semana.
Uma publicação muito oportuna dado o momento difícil da sociedade brasileira.
ResponderEliminarUm abraço.
Notórias as saudades e Amor Pátrio em Poema de Mestre.
ResponderEliminarExcelente escolha, Olinda.
Parabéns.
Beijo,
SOL da Esteva
Lindo este poema musicado. As canções do exílio sempre me tocaram muito.
ResponderEliminarObrigada, minha Amiga Olinda por partilhar aqui este autor.
Tudo de bom.
Um beijo.
Que maravilha essa sua postagem, Olinda Reler novamente a poesia primeira da escola e agora sabendo que alguém a musicou! Parabéns! Amei!
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