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sexta-feira, 8 de junho de 2018

Mar ê morada di sodadi


Para um ilhéu o Mar tinha duas funções: por um lado ligava as terras e as pessoas, por outro separava-as. Então, entre o ir e voltar a saudade se instalava. Houve tempo em que o elo entre os povos residia no Mar. Através dele as gentes se descobriam e transportavam as riquezas e os sonhos. Presentemente, a tónica torna a colocar-se nessa poderosa área líquida do nosso planeta. Com a poluição atentamos contra a vida de outros seres vivos. O lixo que produzimos afecta o nosso bem-estar e, com o nosso descaso, também mata os habitantes marinhos. Adoptar outros comportamentos de consumo é preciso. Talvez não seja tarde, ainda.  



BANA - o bom gigante.

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Passei o dia ouvindo o que o mar dizia

Eu hontem passei o dia 
Ouvindo o que o mar dizia. 

Chorámos, rimos, cantámos. 

Fallou-me do seu destino, 
Do seu fado... 

Depois, para se alegrar, 
Ergueu-se, e bailando, e rindo, 
Poz-se a cantar 
Um canto molhádo e lindo. 

O seu halito perfuma, 
E o seu perfume faz mal! 

Deserto de aguas sem fim. 

Ó sepultura da minha raça 
Quando me guardas a mim?... 

Elle afastou-se calado; 
Eu afastei-me mais triste, 
Mais doente, mais cansado...

Ao longe o Sol na agonia 
De rôxo as aguas tingia. 

«Voz do mar, mysteriosa; 
Voz do amôr e da verdade! 
- Ó voz moribunda e dôce 
Da minha grande Saudade! 
Voz amarga de quem fica, 
Trémula voz de quem parte...» 
. . . . . . . . . . . . . . . . 

E os poetas a cantar 
São echos da voz do mar! 

 in 'Canções' 

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Video : Youtube
Poema: Citador