Em Angola há um Programa denominado "O Escritor e a sua Época ", abarcando o espaço temporal desde o século XIX, que visa promover o conhecimento da literatura angolana, incentivando o estudo das suas obras e também no sentido de valorizar a Língua Portuguesa.
O programa já vai na sua 20ª edição e desta vez, 27 de Março, foi homenageada Maria Eugénia Neto, escritora e jornalista luso-angolana, que escreve nos géneros literários: poesia, prosa, encómio e literatura infantojuvenil.
Aproveito a oportunidade para transcrever este seu poema:
“Asas brancas dos confins do meu sonho”
Dos confins dos meu sonho
Eu estendo asas brancas
Sobre o ódio sobre a dor
Sobre a tristeza e o desespero
Dos confins dos meu sonho
Envio-te o elo da amizade
Que faz palpitar os homens justos
E os faça unir as mãos
E Construir já o porvir
E venham torrentes e vendavais
Plenos de vida e de energia
Mostrar como é puro o meu anseio
Eu estendo asas brancas
Sobre o desespero de querer ser audaz
E ser vencido pela timidez
Devendo avançar e não dar o passo
Fechando-se e metamorfoseando-se
Como crisálidas em casulos
Eu estendo asas brancas
Intercalando-as no caminho dinâmico da vontade
E sobre a impotência de não poder libertar-se
Dos que amarram os homens aos seus erros
Asas brancas dos confins do meu sonho
Para que a fraternidade seja uma conquista
E os homens verdadeiramente sejam homens
Abraços, meus amigos.
Olinda
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Programa “O escritor e a sua época” homenageia…
Poema : aqui
O muundo anda precisando de asas brancas estendidas!
ResponderEliminarLinda poesia dessa autora! Ótima semana! beijos, chica
Olá, amiga Olinda.
ResponderEliminarUma poetisa que desconhecia de todo. Mas, este seu excelente post, nos mostra uma magnífica escritora/poetisa que bem merece este destaque. Como este belo poema o demonstra.
Excelente partilha, estimada amiga.
Beijinhos e uma ótima semana!
Mário Margaride
http://poesiaaquiesta.blogspot
https://soltaastuaspalavras.blogspot.com
Que bela partilha, amiga Olinda! Que belo poema de Eugénia Neto.
ResponderEliminar“Asas brancas dos confins do meu sonho” extraído do livro “Foi esperança e foi certeza”, além de refletir o ambiente de luta de libertação do povo angolano, une sua convicção política a um tom lírico.
Eugénia Neto sempre esteve ao lado de Agostinho Neto e sempre declarou que ama Angola e Portugal, suas duas pátrias.
Há de se realçar também que, além do engajamento à luta pela libertação, a arquitetura do poema “Asas brancas dos confins do meu sonho” revela riqueza e densidade em seus versos para mostrar como "era puro o seu anseio" ao "estender as suas asas brancas".
Como é também preciso declarar sua dedicação à literatura infantil, como ela via a importância de preparar a infância desde muito cedo à leitura e pelo seu legado nesse gênero da literatura.
Tenha um dia radioso, cara amiga Olinda!
Beijinhos,
José Carlos
Que bellísimo poema Olinda, gracias por compartir esta belleza. Un abrazo
ResponderEliminarO poema é maravilhoso!
ResponderEliminarNão conhecia a autora. Aliás, que confesso conhecer bem pouco a literatura africana atual.
Belo poema!
ResponderEliminarAbraço
Lindo poema y me pareció interesante conocer a su autor. Te mando un beso.
ResponderEliminarUma maravilhosa partilha Olinda, deste lindo projeto de preservar e valorizar a lingua, cultura portuguesa.
ResponderEliminar...E sobre a impotência de não poder libertar-se
Dos que amarram os homens aos seus erros." Este trecho diz tudo da poesia da força desta poesia, com o olhar no que estamos assistindo do outro lado do mundo.
Eugenia Neto foi profunda e bela.
Grato amiga.
Carinho no abraço.
No nebuloso espaço do ambiente de guerra faz falta o esvoaçar dessas asas brancas, prelúdio da tão ansiada paz.
ResponderEliminarAbraço de amizade.
Juvenal Nunes
Olá Olinda Melo, gostaria de deixar uma mensagem para você, pois seu mundo me tocou profundamente, suas criações possuem uma graça rara, uma sensibilidade que ilumina cada detalhe e dá ao seu blog uma alma singular, nele se sente uma elegância natural, uma poesia sutil, uma beleza que não força nada e que, no entanto, se impõe com evidência, me permiti assinar sua lista de amigos, tanto seu mundo artístico me cativou e inspirou, é um privilégio poder acompanhar seu trabalho, e é com um imenso prazer que também convido vocês a descobrirem o meu, se o coração lhes disser, eu gostaria que nossos universos pudessem se cruzar, responder, talvez até alimentar um ao outro. Obrigado por essa luz que vocês oferecem àqueles que lêem, Por esta delicadeza que atravessa as vossas obras e deixa um suave traço na mente, o vosso talento é um brilho raro, e estou feliz por ter podido aproximar-me da sua beleza, que o vosso dia seja doce, luminoso e sereno, e que a vossa semana vos traga paz, calor e os mais belos sonhos, Régis.
ResponderEliminarBom dia Olinda,
ResponderEliminarNão conhecia a Poeta e o poema, que partilha, diz bem da sua qualidade como poetisa e dos valores que defende.
Muito pertinente para os dias de hoje, em que o mundo anda necessitado das asas brancas da Paz!
Desejo-lhe uma santa e feliz Páscoa, assim como a seus familiares.
Beijinhos,
Emília
Olá Olinda, um grande obrigado pela sua passagem que me honra na clareza tranquila deste dia, seus pensamentos deslizam sobre as minhas páginas como raios de luz filtrando pelos galhos de uma velha tília, deixando para trás um cintilamento sutil e harmonioso. Cada ideia que você compartilha dança com leveza, como um sopro de vento nas ervas altas, desperta a curiosidade e ilumina o silêncio com uma presença delicada e preciosa, que esta noite te oferece momentos tranquilos, pontuados por risadas e serenidade, onde o tempo parece se posar suavemente como uma pluma sobre a água, me permiti assinar sua lista de amigos, que suas horas se estendem com doçura, cheias de pequenas surpresas e brilhos inesperados que tornam a vida ainda mais luminosa e alegre, que seu dia seja luminoso e tranquilo, cheio de pequenos momentos preciosos e doce clareza, beijo, Régis
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