Ser Poeta é ser mais alto, é ser maior Do que os homens! Morder como quem beija! É ser mendigo e dar como quem seja Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor E não saber sequer que se deseja! É ter cá dentro um astro que flameja, É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda gente!
Ele deixou-nos muito cedo, demasiado cedo, num acidente que lhe ceifou a vida quando praticava uma outra paixão: a fotografia.
Amanhã, na Casa da Música, no Porto, Bernardo Sassetti vai ser homenageado, uma iniciativa da fundação com o seu nome. Aliás, todos os anos por altura da data do seu nascimento isso acontece.
Ouçamo-lo neste tema de Alice, filme de Marco Martins realizado em 2005:
De 9 de Maio a 7 de Junho, celebra-se a 50ª edição do Festival de Música de Sintra, contando com a transmissão em directo, via streaming, e em diferido, de alguns concertos do festival às freguesias mais populosas do Concelho.
O festival terá vários momentos de destaque como, por exemplo, o concerto "Jovens Talentos" e a homenagem especial à Marquesa de Cadaval que
será evocada em dois concertos no Palácio Nacional de Sintra: sexta-feira, 29
de maio, sobem ao palco o Quarteto Lopes Graça com Olga Prats no piano e
domingo, 31 de maio, tem lugar o concerto “Evocações” – Olga Cadaval composto
por obras queridas da Marquesa de autores como Monteverdi, Vivaldi, Rossini,
Mendelssohn, Brahms, entre outros, conforme se lê aqui.
Olga Maria Nicolis di Robilant Alves Pereira de Melo, (1900-1996) foi uma benemérita portuguesa, de ascendência italiana, ligada à música, com especial predilecção pelo piano. Casaria em 1926 com D. António Caetano Alves Pereira de Melo, marquês de Cadaval. Em 1929 estabelecer-se-iam em Portugal, na Quinta da Piedade, em Colares.
A Marquesa tornou-se presidente da Sociedade de Concertos fundada por Vianna da Mota em 1917, na qual introduziria mudanças importantes, trazendo para Portugal músicos de renome mundial. A sua acção foi relevante no mecenato a jovens artistas que mais tarde se tornariam célebres. Mais...
Dia de concertos promenade, do início da tarde até ao final da noite, na Baixa e no Chiado, Lisboa. Mais...
E eis o que pode ser o
suporte da música
o suporte da música pode ser a relação
entre um homem e uma mulher, a pauta
dos seus gestos tocando-se, ou dos seus
olhares encontrando-se, ou das suas
vogais adivinhando-se abertas e recíprocas,
ou dos seus obscuros sinais de entendimento,
crescendo como trepadeiras entre eles.
o suporte da música pode ser uma apetência
dos seus ouvidos e do olfacto, de tudo o que se
ramifica entre os timbres, os perfumes,
mas é também um ritmo interior, uma parcela
do cosmos, e eles sabem-no, perpassando
por uns frágeis momentos, concentrado
num ponto minúsculo, intensamente luminoso,
que a música, desvendando-se, desdobra,
entre conhecimento e cúmplice harmonia.
Vasco Graça Moura 1942-2014 Poemain "Antologia dos Sessenta Anos" Citador
Uma voz escondida por detrás de outros sucessos...ajudando a outros a serem bem sucedidos no mundo da música. Agora Teófilo Sonnemberg resolveu sair do quase anonimato e encantar-nos com a sua voz maravilhosa, no concurso FACTOR X, da Sic. Ora oiçam-no, em especial, no tema 'Chuva', ao minuto 6.02:
Confesso que fiquei emocionada. Muito poucas vezes temos a sorte de encontrar na vida um talento destes. Um músico completo. Que ele consiga singrar e fazer carreira como bem merece. E possamos nós ter acesso a trabalhos seus, sinal de que as discográficas irão apostar nele.
Stacey Kent é um dos exemplos de que a música é um bem universal. Ouvimo-la e temos a certeza de que até a barreira que o idioma poderia representar deixa de existir. Esta norte-americana apaixonada pela música brasileira, que conheceu através de João Gilberto, e pela língua portuguesa, neste seu 'The Changing Lights', além de poemas em inglês também canta poemas de autores brasileiros, melhor dizendo, bossa nova.
Ouçamo-la em 'Samba de uma nota só' ou 'One note samba', versão desta criação do saudoso Tom Jobim:
Ou então, 'Mais uma vez', interpretada, neste caso, em português. Vale a pena ouvi-la até ao fim:
Stacey Kent vem a Portugal e, a partir do dia 8, vai actuar em vários locais, nomeadamente, no Coliseu do Porto e no Centro Cultural de Belém - Lisboa.
Deixo aqui o link do video onde ela fala deste seu trabalho e do que a motiva.
É notável como a bossa nova e a palavra saudade deixaram nela a sua marca.
A Música com os seus tempos longos, breves, semi-breves, pausas...um mundo de emoções, baseada em sons, em todos os sons da natureza, em todas as gradações da voz humana. Mas a música vocal terá surgido antes ou depois das batidas com bastões ou percussões corporais? Sabe-se lá! O que interessa é que o facto de não se saber música, isto é, ler ou escrever uma pauta musical não obsta a que ela tome conta de nós, seja trauteando e batendo o pé em ritmos compassados ou ganhando asas...
Uma música que, para mim, poderá representar um bom exemplo de tempos e ritmo, é esta, La Valse à Mille Temps, conhecida de toda a gente, interpretada pelo imortal Jacques Brel, e que nos leva a um ritmo simplesmente louco:
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Valsemos pois... E cantemos.
Mas, voltarei a este tema, ao tema da música. Quando? Não sei ainda... :) Desejo a todos uma excelente semana. Abraço Olinda **** Letra - aqui * Música
Cantarei até que a voz me doa Para cantar, cantar sempre o meu fado Como a ave que tão alto voa E é livre de cantar em qualquer lado Cantarei até que a voz me doa Ao meu país, à minha terra, à minha gente À saudade, à tristeza que magoa Ao amor de quem ama e morre ausente Cantarei até que a voz me doa O amor e a paz cheia de esperança Ao sorriso, à alegria da criança Cantarei até que a voz me doa.
Maria do Céu
Um exercício que nos mostra que a voz é o instrumento mais perfeito que existe. Com ela, sem mais nenhum equipamento, dá-se um concerto, discursa-se, fala-se, ri-se, chora-se... os nossos sentimentos podem ser manifestados em todos os tons e sons, chegando a atingir níveis impensáveis.
Kenza Farah feat Soprano
Qualquer que seja o seu alcance, por via natural ou por treino, a Voz é um dom. Para além dos cuidados que devemos ter com ela, em relação a tudo o que a possa deteriorar, há um aspecto muito importante que não deve ser descurado. A voz tem de ser usada, utilizada amiúde, todos os dias.
Ildo Lobo
Conheço pessoas, muito chegadas, que se desabituaram de falar porque vivem sozinhas ou porque já chegaram à conclusão de que não vale a pena falar. Mas aí é que está. Se não tivermos com quem falar, leia-se em voz alta, textos, poesia, cante-se no duche ou a fazer uma qualquer tarefa ou então só pelo prazer de cantar... Dançar e cantar, uma receita infalível para a boa disposição.
Fernanda Montenegro
Cabe-nos a nós zelar pela saúde da nossa voz. E que ela seja o nosso meio de comunicação preferencial, nos diversos contactos do quotidiano. **** Uma curiosidade: A minha filha quando tinha três anos, veio com esta pergunta: Mãe o que é isto? e deu um gritinho. Eu respondi: É a voz. -Avós? admirou-se ela. - Voz, Voz. E lá exemplifiquei também, emitindo uns sons, explicando-lhe então a sua função. E ela fez: Aaaah...maravilhada. E durante uns dias andou pela casa a trinar, a cantar e a contar histórias, pelos cotovelos... ***** Videos e letra fado - Internet
A criança que existe em mim parou para ler estas palavras num painel, num centro comercial. Nele também uma grande baleia pintada com pequenotes em volta, num mar azul. Nem vou confirmar esta informação/pergunta, vou confiar que é mesmo assim, porque a minha ideia aqui é ajuizar da fragilidade das baleias, minhas irmãs. Eu consigo permanecer debaixo de água uns míseros segundos e elas, tão possantes, trinta minutos ou pouco mais. Pelas minhas contas elas estarão em desvantagem. E digo porquê: Em condições normais, só lá vou quando quero, ao passo que elas têm de lá viver, é o seu habitat natural, é o seu meio ambiente. Também posso ajuizar da sua aflição quando são encurraladas e caçadas, não tendo para onde fugir. Lembro-me da sua força imensa nos mares da minha infância, dos jactos de água atirados contra os céus e a delícia que era para mim e para os meus irmãos presenciar toda aquela explosão de vida.
Neste mês de todas as leituras e perante a pergunta acima apontada, lembrei-me de trazer um conto de António Sérgio, 'A história da baleia'. Pode ser que alguma criancinha passe por aqui...
'A história da baleia
Há muito, muito, muito tempo, vivia no mar a baleia, que comia peixes. Ainda ela, nesse tempo, podia comer peixes. Comia sardinhas e tainhas, gorazes e roazes, bugios e safios, pescadas e douradas, bacalhaus e carapaus. Todos os peixes que ia encontrando deitava-lhes a boca, - ão! Por fim, só havia no mar um salmonete vermelhete, que nadava sempre atrás da orelha esquerda da baleia, para ela lhe não fazer mal. Um dia, a baleia pôs-se a pensar muito séria, e disse assim :
- Tenho fome !
E o salmonete vermelhete, com a sua voz muito agudita, disse à baleia :
- Nobre e generoso cetáceo : já experimentou comer homens?
- Não - respondeu a baleia. - A que sabe? como é?
- Bom, mas traquinas - respondeu o salmonete vermelhete.
- Então, vai-me buscar três dúzias deles - ordenou a baleia.
- Basta um de cada vez - disse o salmonete vermelhete. - Se for à latitude 60 graus norte e longitude 40 graus oeste (isto, amigos, são umas palavras mágicas que o salmonete lá sabia) encontrará uma jangada feita de tábuas, e sobre a jangada um marinheiro náufrago de calças de ganga azul, uma faca de ponta aguda, e suspensórios encarnados (não se esqueçam dos suspensórios!). O marinheiro, devo dizer-lhe, é arguto, astuto, e resoluto.
A baleia, então, foi aonde lhe disse o salmonete vermelhete, e encontrou a jangada e o marinheiro. Aproximou-se, abriu a bocarra imensa, e engoliu a jangada e o marinheiro, com as calças de ganga azul, com a faca de ponta aguda e com os suspensórios encarnados (nunca se esqueçam dos suspensórios!). E assim a baleia arrecadou tudo na despensa escura, quentinha e fofazinha, que tinha lá dentro do seu corpanzão. E como gostou, deu três estalos com a língua e três voltas sobre a cauda, levantando muita espuma.
O marinheiro (que era arguto, astuto, e resoluto) mal se viu dentro da baleia. na despensa escura, quentinha e fofazinha, pulou, saltou, rebolou, cambaleou, espinoteou, dançou, sapateou, fandangueou, esperneou, gritou, berrou, cantou, estrondeou tanto, tanto, tanto, que a baleia se sentiu com enjoos, engulhos e soluços (já se esqueceram dos suspensórios?). E disse a baleia ao salmonete vermelhete :
- O teu homem é muito traquinas, e dá-me engulhos. Que hei-de eu fazer?
- Diga-lhe que saia cá para fora - respondeu o salmonete vermelhete.
E a baleia gritou pela garganta abaixo:
- Saia cá para fora, homenzinho, e veja se tem juízo!
- Isso é que eu não saio- respondeu o homem. - Leve-me primeiro para a minha terra, e depois veremos o que se poderá fazer.
E pôs-se outra vez a saltar, a pular, a espinotear e a rebolar.
- O melhor é levá-lo para casa- aconselhou o salmonete vermelhete. - Eu já tinha prevenido a senhora baleia de que o marinheiro era arguto, astuto e resoluto.
E a baleia nadou, nadou, nadou, dando à cauda e às barbatanas, mas sempre com soluços e muito enjoada. Quando avistou a terra do marinheiro, nadou para a praia, pôs a boca sobre a areia, abriu-a muito, e disse:
- Cá chegámos à sua terra!
O marinheiro, que era na verdade arguto, astuto e resoluto, tinha durante a viagem puxado da sua faca de ponta aguda, e cortado as tábuas da jangada em fasquiazinhas muito estreitas, que ligou muito bem com tiras dos suspensórios (bem lhes dizia eu que não se esquecessem dos suspensórios!) e fez com elas uma grade que empurrou, ao sair, contra a garganta da baleia. E, deixando a grade bem presa na garganta da baleia, saltou para terra e foi ter com a mãe, com a qual viveu muito contente.
A baleia foi-se embora também muito contente, assim como o salmonete vermelhete; mas a grade é que nunca mais saiu da garganta da baleia. E por isso é que a baleia nunca mais pôde comer homens, nem meninos, nem peixes - nem sardinhas nem tainhas, nem gorazes nem roazes, nem bugios nem safios, nem pescadas nem douradas -, porque os peixes não podem passar pelas grades da garganta, mas só bichinhos pequeninos, como, por exemplo, as pulgas-do-mar.
Pouco depois, o marinheiro casou e viveu muito feliz; tinha em casa as calças de ganga azul e a navalha de ponta aguda; mas não tinha os suspensórios, porque esses ficaram a atar a grade, muito apertada que só deixa passar bichinhos pequeninos - como as pulguinhas-do-mar - na garganta da baleia.'
Recebi agora, por email, o endereço deste video, com a seguinte informação: Música Cabo-Verdiana tocada fora de CV. Trata-se de 'Flor Formosa', de Antoninho Travadinha.
Fui ver quem são os intérpretes: Ensemble Conductus. Gostei muito, tanto do arranjo como da interpretação. A música, na verdade, esbate fronteiras. Ora apreciem:
E, como não podia deixar de ser, pesquisei alguns dados sobre Antoninho Travadinha, que indico abaixo. Também encontrei 'Flor Formosa', tocada pelo próprio. Um mimo! E não há dúvida, Travadinha foi um músico e intérprete de primeira água.
Infelizmente não consegui importar o video. Mas poderão ouvi-lo clicando aqui. Travadinha, lui-même.
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De seu nome verdadeiro, António Vicente Lopes, o violinista Antoninho Travadinha foi um dos maiores músicos autodidactas de Cabo Verde, originário de Janela na Ilha de Santo Antão. Começou a tocar nos bailes populares quando tinha apenas nove anos, mas só alcançou a fama já nos seus quarenta anos, quando empreendeu, em 1981, uma tournée por Portugal. Para além do violino, Travadinha tocava também maravilhosamente bem viola (guitarra de 12 cordas), cavaquinho e violão. Travadinha interpretava géneros musicais tradicionais de Cabo Verde, tais como mornas e coladeiras.
Este som é dedicado à nova emigração, a todos aqueles que saíram do seu país à procura de uma vida melhor! O sentimento é único e tão português: SAUDADE!
Todos nós nos identificamos com esta mensagem, por isso, passa a palavra e partilha este vídeo!
Mais uma intervenção dos Mundo Escuro, grupo atento ao que se passa na sociedade e que procura deixar a sua marca na interpretação das incongruências do mundo actual.
mandei-lhe um cartão... mandei-lhe um recado... mandei fazer-lhe um feitiço... ofertei-lhe isto e aquilo... e... ela disse que não... tocaram uma rumba dancei com ela... olhei-a nos olhos...pedi-lhe um beijo... na..ra...narara...na...ra e ... ela disse que sim...
Ai, o Amor! Viriato Cruz e Sérgio Godinho - Dupla perfeita.
NAMORO
Mandei-lhe uma
carta em papel perfumado
e com a letra bonita eu disse ela tinha
um sorrir luminoso tão quente e gaiato
como o sol de Novembro brincando de artista nas acácias floridas
espalhando diamantes na fímbria do mar e dando calor ao sumo das mangas.
sua pele macia - era sumaúma...
Sua pele macia, da cor do jambo, cheirando a rosas
tão rijo e tão doce - como o maboque...
Seu seios laranjas - laranjas do Loge
seus dentes... - marfim...
Mandei-lhe uma carta
e ela disse que não.
Mandei-lhe um cartão
que o Maninjo tipografou:
"Por ti sofre o meu coração"
Num canto - SIM, noutro canto - NÃO
E ela o canto do NÃO dobrou.
Mandei-lhe um
recado pela Zefa do Sete
pedindo rogando de joelhos no chão
pela Senhora do Cabo, pela Santa Ifigénia,
me desse a ventura do seu namoro...
E ela disse que não.
Levei à avó
Chica, quimbanda de fama
a areia da marca que o seu pé deixou
para que fizesse um feitiço forte e seguro
que nela nascesse um amor como o meu...
E o feitiço falhou.
Esperei-a de
tarde, à porta da fábrica,
ofertei-lhe um colar e um anel e um broche,
paguei-lhe doces na calçada da Missão,
ficamos num banco do largo da Estátua,
afaguei-lhe as mãos...
falei-lhe de amor... e ela disse que não.
Andei barbado,
sujo, e descalço,
como um mona-ngamba.
Procuraram por mim
" - Não viu...(ai, não viu...?) Não viu Benjamim?"
E perdido me deram no morro da Samba.
E para me distrair
levaram-me ao baile do sô Januário
mas ela lá estava num canto a rir
contando o meu caso às moças mais lindas do Bairro Operário
Tocaram uma rumba dancei com ela
e num passo maluco voamos na sala
qual uma estrela riscando o céu!
E a malta gritou: "Aí Benjamim!"
Olhei-a nos olhos - sorriu para mim
pedi-lhe um beijo - e ela disse que sim.
Viriato Cruz ***** A TODOS DESEJO: UM ANO DE 2013 COM MUITO AMOR! *****
Ouvi ainda há pouco, na RTP Memória, a Maria Guinot nesta sua belíssima interpretação, voz e piano, Silêncio e Tanta Gente - Festival da Canção de 1984. É muito bom ouvi-la e, assim sendo, trago-a com muito gosto para o nosso convívio, neste primeiro e ameno sábado de outono.
De vez em quando acontece. De vez em quando somos bafejados pelo aparecimento de um grande talento, ou então, pela sua revelação ao grande público. Neste caso concreto o momento abençoado foi o programa televisivo de imitações 'A tua cara não me é estranha'.
Confesso que sintonizei por acaso o canal, num domingo de poucas opções, ouvi o FF (Fernando Fernandes) e passei a aguardar ansiosamente pelo momento de voltar a ouvi-lo.Tudo imitações/interpretações fabulosas, Prince, Paulo de Carvalho, Kate Bush, Carmen Miranda, Ray Charles e outros, em que ele alia a voz, em todos os tons e gradações possíveis, à assumpção perfeita da personalidade da pessoa imitada, enfim, fica-se sem palavras. A sua última interpretação, Freddie Mercury, um medley, foium momento inesquecível.
Mas o interessante é que este jovem é actor e já com uma carreira musical.
Espero poder ouvi-lo, lui-même, em breve...
**** Nesta noite de Santo António, o FF vai desfilar ao lado de Alexandra, na qualidade de padrinhos da Marcha da Mouraria.
Como referi no post Quanto mais eu sinta como várias pessoasiria trazer ao Xaile de Seda alguns autores do espaço lusófono. Não é que seja novidade mas desta vez será de forma sistemática. Por isso, durante uma semana de oito dias, inovação!, teremos aqui poetas e prosadores de Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Guiné-Bissau, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, países que integram a CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
Como devem calcular a dificuldade estará na escolha.
Entretanto, apreciemos Fausto, Por este rio acima.
Mulher sabes o quanto te amo...Um dia levo-te à América...Um dia levo-te à lua... Ouvi esta canção há dias. Gostei. Desejo-vos um óptimo sábado. Ora, cantem com os Azeitonas e...comigo: Anda comigo ver os aviões
Levantar voo,
A rasgar as nuvens,
Rasgar o céu.
Anda comigo ao porto de Leixões
Ver os navios
A levantar ferro,
Rasgar o mar.
Um dia eu ganho a lotaria,
Ou faço uma magia,
Mas que eu morra aqui.
Mulher tu sabes o quanto eu te amo,
O quanto eu gosto de ti.
E que eu morra aqui
Se um dia que não te levo à América
Nem que eu leve a América até ti.
Anda comigo ver os automóveis,
A avenida,
A rasgar as curvas,
Queimar pneus.
Um dia vamos ver os foguetões levantar voo,
A rasgar as nuvens,
Rasgar o céu.
Um dia eu ganho o totobola,
Ou pego na pistola,
Mas que eu morra aqui.
Mulher tu sabes o quanto eu te amo,
O quanto eu gosto de ti.
E que eu morra aqui
Se um dia eu não te levo à lua
Nem que eu roube a lua só p'ra ti.
Um dia eu ganho o totobola,
Ou pego na pistola,
Mas que eu morra aqui.
Mulher tu sabes o quanto eu te amo,
O quanto eu gosto de ti.
E que eu morra aqui
Se um dia que não te levo à América
Nem que eu leve a América até ti.